REVISTA BICICLETA - A expedição Dê-Éfe - Parte I
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A expedição Dê-Éfe - Parte I

A Expedição Dê-éFe (DF) é um abraço ao quadrilátero DF (formação geométrica que define o Distrito Federal) , procurando transcorrer de bicicleta o mais próximo possível todos os limítrofes do Distrito Federal com Goiás e Minas Gerais, além de outros pontos da história do Distrito Federal, criando trilhas sugestivas para pedais com três dígitos de quilometragem. O ciclista pode conhecer pontos e edificações da história da capital do Brasil, cidades históricas, rotas de cachoeiras e Caminho da Fé. A expedição foi realizada em algumas fases em diversas partes.

Por Izaias Santana Lima (Náufrago)
6.464 visualizações
22/01/2018
A expedição Dê-Éfe - Parte I
Foto: Izaias Santana Lima (Náufrago)

Em 2014 comecei a sonhar com essa aventura, dei início ao projeto e aos poucos fui planejando. Em 20 de outubro de 2016, eu e o colega de pedal Edson Luiz colocamos em execução a primeira etapa.

Fase I - QUADRILÁTERO DO DF

 Parte I

Braço direito  

Estendido em direção à parte do lado Leste e um pouco do lado Norte. 

Iniciamos a Expedição no km 6,5 da Rodovia DF-495, a 70 m do Monumento Árvores de Ferro Vermelhas, ponto em cima do limítrofe entre o Distrito Federal e Goiás. Durante 90% do percurso o sol se escondeu de nós, e uma chuva nos acompanhou já desde cedo. 

Por volta do km 45 tivemos que transpor as águas turvas do Rio São Bartolomeu, rio de grande volume de água, principalmente quando há chuvas no lado Leste do Distrito Federal. Quando marcamos 50 km percorridos, já havíamos passado por seis singletracks virgens usando navegação por GPS, três travessias de rios, um brejo atolado até a cintura, 13 colchetes/porteiras, nove puladas de cercas e 1.500 m de subida empurrando a bicicleta numa estrada abandonada, tudo isso no interior de oito fazendas. 

Os próximos 30 km foram em uma estrada de chão linear, no limítrofe entre DF/GO. Passamos em barragens de açudes com suas águas alimentando pivôs, e até onde a vista alcança plantações de café, cebola, alho, cenoura, milho e outros cultivos. 

No km 80 alcançamos o limítrofe do Distrito Federal e Minas Gerais, às margens do Lago Queimado, formado pelo Rio Preto e seus afluentes. No dia em que estivemos lá não havia água no lago, apenas vimos o leito do rio. Seguimos margeando o Rio Preto do lado do DF, às vezes atravessando seus afluentes. Vimos um pivô em funcionamento, com umas duas centenas de garças tomando banho e algumas dezenas de gaviões só na brisa. 

No km 124 encontramos o Bar do Alemão do Trevo, e ali as estradas de chão se encerraram. Percorremos mais 17,2 km na Rodovia DF-100 até a Rodovia BR-020, quando chegamos no limítrofe DF/GO, nas proximidades da entrada principal de Formosa-GO. Ali finalizamos a primeira parte da expedição, com 141,29 km percorridos e 1.535 m de ganho de elevação. 

Foto: © Izaias Santana Lima (Náufrago)

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Parte II - Braço esquerdo

Estendido em direção à parte do lado Leste, todo o lado Sul e quase todo o lado Oeste. 

Em 26 de outubro de 2016 demos início à segunda parte da expedição. Partimos da mesma localização em que iniciamos a Parte I, porém, na direção contrária agora – e dessa vez com sol e muito calor. Estivemos nos limites do Distrito Federal com Goiás, parte Leste e Sul, numa extensa área semiurbana com concentração de uma dezena de cidades, algumas que volta e meia aparecem em ocorrências policiais. 

No trajeto, além dos estradões de terras e pequenos trechos de asfalto, percorremos caminhos desativados, pastagens, matas fechadas, travessias de riachos... Passamos por 19 fazendas, e em todas os trabalhadores ou proprietários foram corteses. 

Entre essas paradas, bate-papo e sol forte, o tempo foi passando rápido e nos deslocamos lentamente, com isso, a noite chegou antes de alcançarmos nosso objetivo. Fomos espiados por boiadas com seus touros mal-encarados, encontramos cachorros cuidando dos seus territórios, vimos canários, curitacas, seriemas, pica-paus, perdiz, inhambu, duas serpentes ceifadas, ouvimos o gorjeio do sabiá laranjeira, observamos lago com filetes d’água, um rio seco, desrespeito com as vidas que dependem dessas águas e, provavelmente, um milhão de desculpas e teorias para explicar o fato. 

Finalizamos a Parte II da expedição nas proximidades da via principal de acesso ao Vilarejo Padre Lúcio, em Brazlândia-DF, com 111 km percorridos e 1.940 m de ganho de elevação. 

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Foto: © Izaias Santana Lima (Náufrago)

Parte III - Encontro das mãos

Estendido em direção ao lado Norte e um pouco do lado Oeste. 

Esta Parte III, realizada em 02 de novembro de 2016, finalizou o “abraço” ao quadrilátero DF, que é a Fase I da expedição. Na Parte I o pedal estendeu os braços direitos em direção aos lados Leste e Norte. Na Parte II, os braços esquerdos alongaram-se ao lado Leste, Sul e Oeste. Agora, a Parte III une as mãos, fechando o quadrilátero ao Norte e Oeste.    

Neste trecho, vimos pequenas propriedades rurais, algumas cerâmicas desativadas, diversas mineradoras, pedreiras, fábricas de cimento e pequenas comunidades semiurbanas. Talvez por ser feriado nacional, foi um dia de muito silêncio.    

Iniciamos o pedal na BR-020 (Rodovia Luís Carlos Prestes), próximo ao acesso de Formosa e área rural de Planaltina-DF, deslocando-nos em direção à pausa da Parte II, Brazlândia, por 147,6 km e 2.525 m de ganho de elevação. Passamos por cerca de 90% de estradas em terra batida. Os melhores trechos um dia foram trilhas do século XVIII. 

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