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A simplicidade inerente ao Cycle Chic

Engana-se quem ainda pense que para ser chic seja necessário abrir mão da simplicidade. Ora, vamos ser modernos e pensar que a simplicidade é o avesso da complexidade, e portanto, trata-se da forma mais leve de ser, tão somente.

Revista Bicicleta por Therbio Felipe M. Cezar
4.565 visualizações
14/06/2016
A simplicidade inerente ao Cycle Chic
Foto: LightPoet / DepositPhotos

De igual maneira, segue enganado aquele que pensa que ser chique é uma questão de aparência. Ao contrário, é uma questão de conteúdo, algo que emana do interior das coisas ou pessoas, muito mais do que a mera expressão de uma imagem inócua. É o que de arte existe na estética, esta última enquanto teoria do conhecimento sensível.

Partindo do vocábulo original francês chic e objetivando uma concentração à essência do termo, ser chique quer significar algo próximo a ser elegante sem excessos, ser formoso sem ser rebuscado, ser bonito sem fazer por onde, ser fino sem ser esnobe. Do alemão medieval schikken (por vezes, até mesmo do holandês) extrai-se a noção de organização com adequação, sem alardes, que amplia e aprofunda o conceito. Nada de formalismos, nada de teatralidades, nada de futilidades e indiscrições, nada de egocentrismos. Simples, assim.

A elegância discreta é aquela que não precisa fazer força para saltar aos olhos ou ser percebida. A simplicidade, por conseguinte, é a elegância sem afetação, enfim.

Parece, a olhos vistos, que um sem número de pessoas pelo mundo descobriu ou redescobriu, emergentemente, os significados mais naturais destas expressões, buscando associá-las entre si e, assim, gerar um conceito mais do que moderno. A bicicleta, por sua vez, como bem sabemos mas sempre é bom recordar, é o veículo da simplicidade e da modernidade, e não deixará de ser.  Simples e moderno, que beleza!

Em sua fruição pelas cidades, silenciosamente (mais uma vez, sem fazer alarde) a bicicleta descreve sua trajetória carregando seu condutor vestido para as funções do dia, sejam quais sejam. Um resumo sem retoques. E para quê mais?

Excluindo-se a competitividade, a simplicidade inerente ao ser chique em bicicleta pelas cidades deveria ter se tornado, há décadas, um vocábulo único, e por sorte ou merecimento, cá aparece em nossas bocas a expressão, muito bem-vinda, Cycle Chic.

O chique, vale reforçar, se distingue daquilo que se esforça em sê-lo. Por extensão, o chique não tem compromisso em provar nada senão para si mesmo. Característica esta que compõe o ser autêntico.

Se regressarmos à simplicidade da qual falamos desde o início desta reflexão, nela sub-existe a essencialidade de coisa ou pessoa. A bicicleta, mais uma vez entre tantas, veículo da simplicidade, carrega as pessoas da forma mais distinta possível, por seus próprios meios, ampliando as dimensões, sem exageros, da condição do original e inimitável andar a pé.

Vez por outra, a bicicleta e seus argonautas surgem distintamente pelas esquinas ou nos entremeios dos quarteirões, assim, de súbito. Ornados em seu estilo se bastam, condutor e veículo, de tal forma que seja por uma flor, bolsa, alforje, chapéu ou por uma sombrinha colorida, causam surpresa, tal a simplicidade.

O simples é, sem dúvida, a mais verdadeira expressão do real, daquilo que é concreto em si. Em um mundo de tantas aparentes ilusões, de imagens revelando conteúdos vazios ou dispensáveis, ser simples é ser real, sem fingimentos. Ao vê-los, condutor e veículo, resta-nos no segundo seguinte a pausa, uma nota breve, um silêncio de suspiro e inspiração.

Em nossas páginas sempre reafirmamos que a bicicleta é o veículo da felicidade. Corroborando a nós mesmos e para finalizar a reflexão, destaco uma frase que me chamou a atenção minutos atrás. Selecionei no playlist que estava ouvindo para compor este texto, aquela linda e simples canção do Fernando Alitelli e do Leoni, interpretada pelo grupo Teatro Mágico, de nome Nas margens de mim, que diz assim:

“...que no fundo é simples ser feliz, difícil é ser tão simples, difícil mesmo é ser”.

 

Viva a Bicicleta, sempre Chic!

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