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A vez delas no pedal

A primeira edição do L’Étape Brasil by Le Tour de France, em 2015, teve uma participação feminina muito positiva que confirma: é a vez delas nos pedais de longa duração!

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner / Colaboração Ana Mogadouro
4.799 visualizações
19/03/2016
A vez delas no pedal
Karina Rodrigues Pereira
Foto: Fernanda Balster

As mulheres estão cada vez mais presentes sobre a bicicleta. Onde há infraestrutura apropriada, elas utilizam para lazer e mobilidade. Uma pesquisa da Scientific American Magazine mostrou que na Holanda, país em que 27% das viagens são realizadas em bici, 55% dessas viagens têm como condutora uma mulher. Em Nova Iorque, o número de ciclistas urbanas aumentou 23,6%, segundo estudo da Universidade Hunter College.

Além do uso da bicicleta como meio de transporte, as mulheres têm ingressado com força em provas de longa duração. E neste quesito, o Brasil surpreende positivamente. Em 2015, o país recebeu pela primeira vez o L’Étape Brasil by Le Tour de France, prova para ciclistas amadores criada pelos organizadores do Tour de France. A estreia da etapa francesa em território nacional chamou a atenção pela presença delas: dos quase 2.000 ciclistas inscritos para percorrer os 112 km em Cunha-SP, 11% eram mulheres.

Para ter uma ideia da importância desta marca, o L’Étape na França, que já ocorre há 22 anos, tem o percentual de participação feminina de apenas 5%. Portanto, o Brasil já estreou bem à frente desta marca. Das cerca de 200 mulheres presentes no L’Étape Brasil, a maior participação se concentrou entre a faixa etária de 40 a 49 anos (39%) e 30 a 39 anos (38%).

Embora provas de longa duração não sejam o perfil de mulheres, segundo Tamara Vilela, primeira colocada na categoria feminina no L’Étape Brasil, as mulheres têm uma grande vantagem entre os homens, que é justamente trabalhar o psicológico. “A mulher só é frágil no aspecto físico, mentalmente não. Não desistimos tão fácil por causa de uma dor. A mulher sabe lidar mais com desafios, e muitas se surpreendem com resultados. Dificilmente temos resultados ruins nessas provas, pois sabemos lidar com questões diversas”, comenta. Tamara, 48 anos, pratica triatlo há 28 anos. Nos últimos três, passou a se dedicar exclusivamente ao ciclismo, e pedala de 300 a 500 km por semana.

Valéria Carnuto, 52 anos, acredita que, assim como na corrida, as mulheres estão cada vez mais presentes e participando de provas de longa duração. “Eu participei do L’Étape na França e no Brasil, e me surpreendi com a quantidade de mulheres. Aliás, no exterior, o número de mulheres da minha faixa etária é grande. No mountain bike, por exemplo, temos uma forte presença feminina e a tendência é que seja assim no ciclismo de estrada. A mulher é muito mais resistente que o homem. Nós gostamos de resistência”, afirma.
Karina Rodrigues Pereira, 41 anos, tem uma relação muito forte com o ciclismo, que começou aos 16 anos, quando passou a praticar esporte devido a um problema de saúde. Ela se tornou uma triatleta e aos 29 foi campeã amadora de triatlo. Hoje, trabalhando como personal trainner em Camboriú, Santa Catarina, há um ano e meio tem se dedicado integralmente ao ciclismo de estrada, com treinos personalizados de 300 a 400 km por semana, com o ex-ciclista profissional Jean Moser, que também participou do L’Étape Brasil. “Antes, muitas mulheres tinham receio de ir para o ciclismo de estrada por medo de acidentes em pistas, e acabavam optando pelo mountain bike. Hoje, os treinos em grupos dão mais segurança. Comigo foi assim, quando passei a treinar com o Jean”, comenta Karina.

No L’Étape Brasil ela fechou a prova em 5 horas e 11 minutos, e decidiu fazer uma tatuagem para marcar pra sempre essa experiência. “No dia 31 de dezembro deixei marcada na minha pele a prova mais difícil, porém, a mais linda que já realizei”, disse emocionada.

Tamara, Valéria e Karina são exemplos que inspiram. São sopros de uma mudança que já está no ar. É a vez delas: alguém duvida?

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