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As marchas da bicicleta

As marchas da bicicleta possuem um papel muito importante. Elas permitem subir morros pesados, andar em velocidades maiores, acelerar rapidamente, entre outras coisas. O problema é que muita gente fica confusa com tantas engrenagens e cabos. E mesmo muitas pessoas que entendem não usam da maneira certa!

Revista Bicicleta por Pietro Battisti Petris
35.652 visualizações
23/10/2015
As marchas da bicicleta
Foto: shutterstock.com

Como funciona

As engrenagens trabalham no seu lugar para que você não tenha que fazer força demais. Vamos ser bem objetivos: nas engrenagens de trás, quanto maior a engrenagem, mais força ela produz; porém, resulta em menor velocidade. Quanto menor a engrenagem, mais velocidade ela produz; porém, resulta em menos força. Nas engrenagens da frente as coisas se invertem: engrenagem grande gera velocidade e engrenagem pequena gera força.

Alistar os tipos de trocadores (as peças que vão no guidão) demoraria muito, já que existem vários tipos. A melhor maneira de descobrir como são e como usá-los é andando na sua bicicleta e acionando-os.

Mas não basta apenas acionar as alavancas...

Suavidade: o segredo

Diferente dos carros, as bicicletas não possuem embreagens para fazer uma transição suave, já que a marcha está sempre engatada. O segredo está na força aplicada nos pedais:

Se você trocar de marcha pedalando com força, a corrente vai dar um tranco nas engrenagens, fazendo barulho e causando muito atrito. Isso é prejudicial. Ao trocar de marcha, você tem que estar girando os pedais (e consequentemente, o conjunto todo), mais sem fazer força neles. Para isso, provavelmente você vai ter que acelerar um pouco antes para ter velocidade e aliviar o sistema, assim como se faz com um carro. Caso contrário, além de arranhar a marcha, você terá que fazer muito mais força depois.

Passo a passo

1 - Em um espaço tranquilo (sem curvas fechadas, obstáculos ou trepidações) acelere a bicicleta.

2 - Assim que ela adquirir velocidade, continue girando os pedais mais devagar do que ao acelerar, assim você não estará aplicando força neles.

3 - Acione a alavanca que troca a marcha (para uma marcha mais pesada) enquanto gira os pedais sem aplicar força neles.

4 - Assim que a corrente trocar de engrenagem (você vai ouvir o barulho, algo como um “click”, é instantâneo) você pode voltar a aplicar força nos pedais.

É claro que ao reduzir as marchas não é necessário acelerar, mas o princípio de não trocar a marcha fazendo força nos pedais continua sendo válido. Aliás, ele sempre é válido.

Como saber se estou trocando suavemente? Princípio simples: quanto menos barulho a troca fizer, mais suave. Além disso, uma troca suave não gera nenhum tranco ou engasgada na pedalada.

O que não fazer

Cuidado para não cruzar a corrente! Se sua bicicleta tem 3 engrenagens na frente e 9 atrás (exemplo), cuide para não usar uma configuração que deixe a corrente muito curvada. Ela pode torcer um pouco, mas é só um pouco. Corrente cruzada danifica o câmbio e pode até romper a corrente.

- Se a corrente está na menor engrenagem da frente, use apenas as 3 maiores engrenagens de trás.

- Se a corrente está na engrenagem média da frente, pode usar com qualquer engrenagem de trás.

- Se a corrente está na engrenagem grande da frente, use apenas com as 3 engrenagens menores de trás.

Não troque de marcha pedalando para trás. Usar marchas erradas de modo que seja necessário pedalar com força causa maior desgaste da corrente.

Não mecha nas regulagens, cabos e parafusos do câmbio. Se seu câmbio não está funcionando corretamente, causando ruídos, trocando marchas sem comando ou não obedecendo comandos, leve até uma oficina para que ele seja regulado. É normal que com o tempo ele se desregule.

Se você não tem muita experiência, não faça a corrente pular muitas engrenagens de uma só vez. A velocidade da troca de marcha é proporcional a velocidade de pedalada.

Que marcha usar?

Essa pergunta não tem uma receita pronta para responde-la. Isso depende da velocidade, terreno, câmbio da bicicleta e estilo de pilotagem e outros fatores. É com a experiência que você vai aprender que marcha colocar em cada situação. E mesmo os experientes trocam as bolas de vez em quando!

Mas caso você queira uma base:

- Para subir morros, use as maiores engrenagens de trás e a menor ou a média da frente.

- Para descidas longas, use a maior engrenagem da frente junto com as menores de trás.

- Para outras situações, mantenha a corrente na engrenagem média da frente, afinal, ela pose ser usada com qualquer engrenagem de trás. Isso permite uma boa versatilidade em diferentes situações.

Agora que você conhece os princípios, o maior segredo é colocar em prática!

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