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Bichicletando pela Escandinávia

Quando comecei a planejar minha viagem de 2015, pensei em todos os lugares do mundo, com praias, vida cultural diversificada, costumes exóticos, frio etc. Entra no Google, faz uma busca no Skyscanner, navega pelo Airbnb, escuta os amigos. Mas para onde ir? Uma característica tinha que estar presente: a maturidade do destino quanto ao uso da bicicleta!

Revista Bicicleta por Renata Santiago / www.bichicleta.com.br
6.786 visualizações
20/10/2015
Bichicletando pela Escandinávia
Foto: Renata Santiago

No final de 2014 eu já havia feito uma viagem nacional incrível na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. E por mais que a Chapada não tenha o ciclismo incorporado no seu dia a dia, consegui alugar uma bike excelente de um morador que tem uma oficina de bikes e é um ciclista apaixonado. Minha viagem ficou ainda melhor. 

Por que falar da viagem à Chapada, quando o assunto aqui é a Escandinávia? O ponto é que o principal fator de decisão pelos países que escolhi visitar foi a maturidade que eles têm quanto ao uso da bici nas suas rotinas. Quando eu viajo, não costumo fazer somente turismo. É óbvio que visitar os lugares que caracterizam fortemente o local ou contam sua história é um must. Mas prefiro ter um olhar mais local, optando por bairros menos comentados e adotando uma rotina muito parecida com a que eu tenho em São Paulo. 

Eu vivi os últimos anos de evolução na infraestrutura cicloviária da Selva de Pedra, os mesmos anos que mudaram minha vida para melhor com o uso diário da bicicleta em trajetos triviais urbanos, como ir ao trabalho, supermercado, encontrar os amigos, bares, restaurantes etc. Então, era o momento de ganhar mais senso crítico, de pedalar com os mesmos objetivos, mas em cidades que já possuem a cultura da bicicleta incorporada no seu estilo de vida.

E, depois de mais de 20 países visitados, agora é o momento de reconhecê-los de uma outra forma: pedalando. Foi assim que nasceu o Bichicletando na Escandinávia, com a louca viajante e bicicleteira aqui, que vos fala, pedalando e observando a relação das cidades de Berlim, Copenhague e Estocolmo com a magrela.

A trendsetter, a operária e a rycaaaa

Três cidades completamente diferentes entre si. História, geografia, cultura, temperatura, tudo. Mas algo em comum: todas acreditaram e continuam acreditando na bicicleta como um meio de transporte. A bici é objeto presente e em movimento o tempo todo nelas. Em algumas, em maior número e intensidade. Em outras, em menor número e diversificação de uso. Nesta edição, vou explorar Berlim, e nas próximas edições falaremos sobre Copenhague e Estocolmo.

Berlim, a trendsetter

A queridinha do mundo cult e das artes tem um jeito de pedalar todo seu. Seja para quem mora em Berlim ou para quem visita, a cidade é feita para se pedalar. Isso não somente pelas ruas planas, mas pelo crescente número de ciclovias implementadas, rotas nos principais pontos turísticos. O transporte intermodal também é recorrente. Compra-se bilhetes de metrô e de trem, também, para as magrelas. A cidade é muito bem servida pelo sistema de aluguel público de bicicletas, similar ao Bike Sampa, em São Paulo. É possível alugar e devolver as bikes em diversos pontos dentro do Ring, eixo que compreende os principais bairros de Berlim, zona A da cidade, também atendido por um sistema circular de S-Bahn, trem de superfície.

Alguns pontos que me fazem amar biCHICletar em Berlim

- Bicicleta, de fato, é o melhor tipo de transporte na cidade. Eu experimentei carro, caminhada e sistema público de transporte. De longe, a bicicleta foi o melhor e mais rápido de todos. Apesar do sistema integrado de S-Bahn, U-Bahn e ônibus serem muito bons, as trocas levavam mais tempo. 

- Apesar das ciclovias não estarem em todos os lugares e, muito menos, 100% finalizadas e conectadas, os alemães entendem a bicicleta como meio de transporte e respeitam muito mais a vida do que o ciclista, meramente. Há uma pessoa pedalando e ponto. Respeita-se a prioridade de circulação e proteção de trânsito: o maior protege o menor.

- Não menos importante é ter a rota cicloviária no Google Maps. Tá certo que ele não acerta todas as vezes. Optei por fazer meu próprio caminho, algumas vezes, por ruas mais tranquilas. Contudo, é de grande ajuda ter as ciclorrotas no aplicativo, para quem não é da cidade. 

- O custo de aluguel das bikes foi o menor entre todas as cidades que visitei, bem como a qualidade das magrelas.

- E, é claro: aquele estilão despretensioso de Berlim que eu particularmente amo, somado ao pedal, fica ainda melhor.

Lugares favoritos para biCHICletar em Berlim

Dos bairros para se amar estão Prezlauer Berg, Friedrischain e Mitte. Todos muito bem servidos de ciclovias e ruas dedicadas às magrelas. Yes! 

Prenzlauer Berg: charmosíssima, com prédios antigos que você tem vontade de se mudar pra lá no mesmo dia. Cafés e restaurantes por toda a região e imensa variedade gastronômica. Pedalar nas ruas transversais apreciando a arquitetura e parar para uma weisbier é uma obrigação. Lembrando que na Alemanha e em muitos lugares na Europa, a cerveja é um alimento. Portanto, pare a qualquer momento e delicie-se. Ah! O bairro também é um ótimo lugar para fazer compras. Lojas de departamentos e de saldos estão por lá. Sem falar que o Mauerpark, com uma das minhas atrações favoritas no domingo - comidinhas de todo tipo, roupas, acessórios, boa cerveja e drinques - fica em Prenzlauer. É subir na bike e ir!

Friedrischain: Berlim é aqui! Considero esse bairro o coração da cidade. O clima é: seja você mesmo. Os squats, aqueles prédios abandonados mas ocupados livremente, colorem com a fachada grafitada as ruas do bairro. Há mais bicicletas na região do que carros. Artistas, designers, tatuados, famílias circulam nas ruas de paralelepípedos e se encontram na noite efervescente da região.

Mitte: difícil dizer o que não fazer ou não curtir no Mitte. É acesso fácil para a Ilha dos Museus e ao Tiergarten, um parque para se amar. Ao longo do trajeto, totalmente biCHICletável, é claro, bares, restaurantes, cafés, galerias e história, muita história. Parada obrigatória no Museu de História Alemã, passeio de bike sem hora pra voltar no Tiergarten, visita ao Brandenburg Tor, comidinha delícia na Torstrasse e saia um pouquinho do Mitte atravessando o parque até a Postdamer Platz.

Bernauer Strasse: a rua que demarca o antigo muro de Berlim percorre, pelo menos, quatro bairros da cidade. Pedalar ao longo de um dos símbolos mais fortes do mundo é obrigatório. Tire um dia para essa experiência. É inesquecível. 

Onde alugar uma biCHICleta

Hollandrad
Fehrbelliner Strasse 82
Zossener Str. 58
10961 Berlim
Valores: 35 euros a semana; 50 euros o mês
Tipo de bike: urbana, estilo Gazelle

 

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