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Bicicleta Airwalk

Revista Bicicleta por Roberto Furtado Colaboração: Carlos W. Horn Biker: Raul B. Grossi
41.922 visualizações
28/01/2014
Bicicleta Airwalk
Foto: Roberto Furtado Colaboração: Carlos W. Horn

A versatilidade invade o mundo da bicicleta. Na edição de março de 2013, falamos sobre bicicletas fixas, e nesta edição temos a oportunidade de compartilhar com o leitor sobre o teste realizado em uma bicicleta tipo fixa ou single speed. A bicicleta Airwalk modelo Vintage City é trazida ao Brasil com o interesse de preencher o espaço que cresce no mundo das fixas. Muito diferente de uma bicicleta esportiva desenvolvida para competições, a bicicleta tipo fixa ou single é uma proposta desenvolvida para as ruas, baseada nas indicações de um público que transpira no cenário urbano. Com elas a mobilidade urbana ganha toque elegante, como não seria possível em qualquer outro estilo esportivo.

Em Porto Alegre, nas ruas do centro histórico e outros bairros tradicionais da região central, pudemos experimentar e avaliar a praticidade que os entusiastas do estilo apreciam e apontam. Munida de um cubo tipo flip-flop que permite ter um pinhão fixo (roda dentada fixa) e no lado oposto um pinhão livre (roda dentada livre), compreendemos a tal versatilidade que este perfil de ciclista procura. Os ciclistas têm cotidiano parecido, ao que parece. Um perfil que usa a bicicleta como veículo para ir à faculdade, supermercado, trabalho, e funções diversas de um cidadão urbano. Ao desapertar as porcas que permitem a mudança de fixa para single speed, o condutor passa a pedalar com os direitos e confortos da roda livre. Talvez, para muitos, seja o mais interessante. É possível que isto mude de acordo com o perfil e finalidade deste uso. Esta versatilidade de single para fixa é simples com o desaperto das porcas do eixo e do tensionador de corrente, bastando ao fim, dar um 180 graus em relação ao eixo de roda. Muito prático e viável a todo ciclista, sendo mais fácil e rápido do que reparar um pneu. 

A Bicicleta

A bicicleta foi levada ao nosso montador de confiança, Carlos Wagner Horn, experiente ciclista e mecânico muito conhecido no sul do Brasil. A abordagem visual da Airwalk é impactante, com um conjunto muito bonito e elegante. Percebe-se que este é um projeto que visa durabilidade, requinte, e um estilo muito especial de ciclista.  As imagens falam por si.

A qualidade da bicicleta e as preocupações com a estética impressionam. A escolha da cor, contrastada ao polido das peças em alumínio, desperta um sentimento bem voltado para anos 60 e 70, talvez meados de 80, mas se percebe que o projeto é atual. A cor é denominada pelo fabricante como Dark Blue, um azul de grande profundidade. Confunde o olho humano sobre intensidade dos tons de acordo com o reflexo, dependendo de como o observador se posiciona. Esta foi uma relação pensada. Ao adicionar manoplas de cor marrom, sugerindo couro, equivalência ao selim, o fabricante conquistou um resultado que agrada de forma geral aos interessados do estilo. 

Os cubos de 48 furos, polidos, aros polidos de perfil alto... outra boa escolha de componentes. O espelhamento é tão grande que forma reflexos do sol no pavimento, de início, causando estranheza ao condutor. Visto lateralmente o ciclista fica muito visível. Embora este não tenha sido o propósito da escolha dos aros, certamente! O efeito indica visibilidade a quem observar a bicicleta. Esta é apenas uma observação sobre questões de mobilidade urbana, onde a presença do ciclista possa ser facilmente notado, isto deve ser uma prioridade. 

Palavra do Biker

“A bicicleta é ágil, desliza com facilidade. O acabamento e o visual são pontos fortes no modelo testado, sendo uma jogada muito boa a combinação de cor com alumínio polido. O bom acabamento de soldagem e de componentes estilizados também conta pontos a favor. Os pneus brancos sujam um pouco, mas são bonitos e eficientes. Achei o guidão um pouco baixo para o uso diário confortável, o que é essencial para o frequente uso da bicicleta. Inverter o guidão pode ser suficiente para que as manoplas estejam em uma altura mais confortável. Achei a bicicleta uma proposta bastante atraente!”

Alguns mínimos detalhes poderiam ser diferentes, como é o caso dos pedais. O pedal com corpo de alumínio é funcional, tem boa qualidade, mas esteticamente está aquém da proposta da bicicleta. Comparando com outros componentes, tais como caixa de direção, selim, cubos e outros, não dá para dizer que este pedal remete-se a um ideal vintage. Calharia bem um pedal mais delicado em aparência, e se possível com pedaleiras de inox e correias de couro, um estilo de pedal e pedaleira (firma-pé) bastante comum em modelos de alto e médio nível encontrados no exterior. Existem diversos fabricantes e modelos que se adequariam bem ao estilo. Não é necessariamente um pecado esta ausência de pedaleiras, mas isto sugere um estado incompleto para este estilo de bicicleta. O firma-pé é um acessório de segurança na opinião de muitos ciclistas do estilo. Contudo, este pedal pode ser substituído por outro modelo com facilidade. 

Um percentual mais exigente de ciclistas deverá perceber também a diferença gerada no acabamento entre garfo e quadro (fork and frame). No garfo, a união de peças é realizada por brasagem, acabamento tipo cachimbo como os antigos costumam fazer referência, já no quadro, é feito por cordão de solda tipo tig. O acabamento da solda tig, mesmo em cordão parelho, detalha um estilo mais espartano em referência ao sistema de brasagem.  Que fique claro que em garfo e quadro há uma notável qualidade, mas que difere em conceito de acabamento do estilo entre estes. 

 

Prós

- Desempenho
- Projeto bem elaborado
- Estética e design
- Componentes de qualidade
- Segurança
- Resistência
- Farol eficiente

Contras

- Valor elevado
- Espiga do garfo um pouco curta
- Soldas diferentes entre garfo e quadro
- Peso um pouco elevado para uma fixa
- Ausência de manual

Valor final sugerido: R$ 3045,00
Distribuidor: Julio Andó - www.julioando.com.br

Conclusão

Trata-se de uma bicicleta em que não faltam elogios e boas impressões, cuja combinação e resultado criam um impacto visual que, com certeza, agradará muito os amantes das urbanas, pois é praticamente perfeita em termos estéticos. Imagine uma criança abrindo um presente - esta é a sensação! 

O valor final de um produto automaticamente o colocará em uma faixa de consumo que pode ser mais ou menos acessível ao público de interesse. Este modelo pode ser considerado item de um nicho um pouco restrito.

De qualquer forma, precisa existir um produto diferenciado ao público que por este puder e quiser pagar.

Seria muito bom acreditar que todas as bicicletas do mercado atendessem o consumidor com tanta qualidade. Praticamente impossível à nossa atual realidade, pois qualidade tem uma inegável relação com o valor final, ainda desta forma, entendemos que é uma excelente forma de pensar no mercado. Bicicletas de qualidade propagam ciclistas. Eles se multiplicam com comentários favoráveis. Em se tratando de bicicletas com finalidade de deslocamento urbano, todo comentário positivo vindo de um ciclista feliz é uma semente que enriquece a toda cadeia da bicicleta

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