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Bicicletas elétricas e vias expressas para ciclistas

Comemorando 200 anos da invenção da bicicleta por Karl von Drais, a Alemanha anunciou que investirá 25 milhões de euros em vias expressas para ciclistas. E essas rodovias para bicicletas têm, na bicicleta elétrica, uma grande aliada.

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
2.485 visualizações
21/06/2017
Bicicletas elétricas e vias expressas para ciclistas
Foto: © Stevica Mrdja / depositphotos

Com exposições e iniciativas por todo o país, a Alemanha comemora a invenção da bicicleta pelo barão Karl von Drais, há 200 anos. A Draisiana solucionou diversos problemas em 1817. O Século XIX começou com uma crise na colheita da aveia, o que encareceu a alimentação dos cavalos, principal meio de transporte da época. Além disso, em 1816 o vulcão Tambora entrou em erupção e provocou repercussões climáticas globais. Aquele foi chamado de “o ano sem verão”. Uma crise de fome assolou o mundo, e quando a catástrofe se atenuou, muitas pessoas haviam até mesmo comido seus equinos.

Nestes 200 anos, muita tecnologia e inovação foram empregadas até chegarmos nas incríveis máquinas de pedalar que temos hoje, embora muito da ideia inicial tenha se mantido – o que é realmente genial e merece ser comemorado. Uma das iniciativas que faz parte deste ano comemorativo alemão é investir 25 milhões de euros para a construção de vias expressas para ciclistas, as ‘autobahns’ para bicicletas.

As autobahns são as famosas rodovias sem limites de velocidade na Alemanha.

O objetivo dessas rodovias para bicicletas é permitir o deslocamento rápido e seguro em bicicleta, e consequentemente diminuir o tráfego de carros e a demanda por transporte público. A ideia é que essas vias expressas não tenham semáforos nem cruzamentos, otimizando o tempo de percurso de casa ao trabalho, comércio, faculdade e – por que não – incentivando o deslocamento intermunicipal em bicicleta.

Segundo um estudo do Instituto Federal de pesquisas em Construção, Urbanismo e Desenvolvimento Espacial, os alemães percorrem, em média, 16,8 km para ir de casa ao trabalho. Geralmente, os deslocamentos cotidianos em bicicleta têm uma média de 5 a 10 km. Se a distância é maior, a tendência é que as pessoas prefiram outros meios de locomoção.

É aí que a bicicleta elétrica se encaixa como uma grande aliada à infraestrutura ciclística. Graças ao auxílio elétrico, a distância percorrida com este tipo de bicicleta pode ser aumentada, e até mesmo pessoas com menos preparo físico também podem optar por percorrer distâncias maiores em bicicleta elétrica, beneficiando-se dessas vias expressas.

Na Holanda, país com grande vocação ciclística, uma pesquisa destacou que as bicicletas elétricas poderiam incrementar de 4% a 9% o total de viagens a trabalho em bicicleta no país, sendo que em algumas áreas o potencial de crescimento era de 20%. Subsídios para que empregados comprem suas e-bikes foram oferecidos na Holanda e em outros países, pois as vantagens em comparação ao deslocamento em carro são inúmeras: um funcionário com mais energia, um cidadão mais saudável, uma sociedade que contribui para o bem geral, economia para todos.

Na Alemanha, as bicicletas elétricas são a grande estrela no crescimento de vendas do segmento no país. De acordo com os últimos dados da Zweirad-Industrie-Verband (ZIV), associação alemã de bicicletas, as vendas de bikes na Alemanha cresceu 7% em 2016; analisando apenas as e-bikes, elas tiveram um crescimento de 13%, com um total de 605 mil unidades vendidas no ano passado. Embora as bicicletas elétricas para deslocamento urbano sejam as mais procuradas, houve um aumento significativo na procura por modelos de mountain bikes elétricas (15% do total de e-bikes), e uma a cada 40 bicicletas elétricas vendidas no país são modelos cargueiros, que ganham espaço como um segundo carro para as famílias e um provedor de bens e serviços para iniciativas empreendedoras.

O governo alemão espera que os mais de 100 km de vias expressas representem vantagens significativas para os ciclistas, e a expectativa é que elas substituam 52 mil viagens diárias de carros, percorridas por mais de 400 mil quilômetros.

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