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Cafeína melhora desempenho até de quem toma muito café

Por Gustavo Figueiredo
4.159 visualizações
19/01/2018
Cafeína melhora desempenho até de quem toma muito café
Foto: © vadimphoto1@gmail.com / depositphotos

 O fato da cafeína ser capaz de melhorar o desempenho de atletas de endurance como ciclistas e corredores não é uma grande novidade, já que diversos estudos suportam esta afirmação. Porém, a crença atual é que, para obter os melhores benefícios em uma competição, por exemplo, a pessoa deve passar dias ou até semanas sem ingerir a substância.

Agora, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) afirma que o atleta não precisa evitar a cafeína por longos períodos para que ela faça efeito no desempenho atlético e que o hábito de consumo de cafeína não influencia o desempenho da suplementação.

Para o estudo, 40 ciclistas bem treinados foram divididos em grupos com baixo, médio e alto consumo habitual de cafeína, indo de uma xícara ou menos por dia até três xícaras ou mais. Depois de uma adaptação ao protocolo, cada ciclista realizou três contra-relógios com duração de cerca de 30 minutos.

Uma hora antes de cada investida, os atletas ingeriam nada ou cápsulas que poderiam conter 400mg de cafeína ou placebo. Ao comparar os tempos, descobriu-se que o consumo de cafeína melhorou o desempenho em cerca de 3.3%, contra apenas 2.2% do placebo. Além disso, praticamente não houve diferença entre os grupos com diferentes hábitos de consumo de café.

Isso indica que é possível melhorar o desempenho atlético com cafeína mesmo que você tenha o costume de tomar grandes doses de café diariamente.

Participação do Pedal

Participei da pesquisa e os testes foram realizados em 2015. No mesmo ano, os participantes receberam um relatório completo com dados de sua participação. 

Antes do experimento, foi realizado uma entrevista e teste para determinar o Vo2 e a potência máxima do indivíduo, iniciando com 75w com 4 estágios de 4 minutos com incremento de 50w, seguido por estágios de 1 minuto com incremento de 30w. A frequência cardíaca também foi registrada.

Este primeiro teste foi realizado para determinar como seria o contra-relógio do experimento, indicando a quantidade de trabalho a ser realizado pelo ciclista. Depois disso, foram realizados dois "simulados" para os ciclistas se familiarizarem com o procedimento.

O teste

Para quem está habituado com treinos intervalados, as provas da pesquisa lembram muito um intervalo de 20 minutos - um tiro constante do início ao fim, na máxima potência que você conseguir manter. Porém, você não era informado de quanto já havia pedalado, evitando assim aquele sprint final que poderia alterar o resultado.

Ao longo do tiro, os pesquisadores colheram sangue dos participantes diversas vezes para análise de lactato e questionavam sobre qual era seu nível de esforço naquele momento. Para completar, uma análise nutricional também foi realizada. 

Antes de cada tentativa, cada ciclista deveria manter um período de jejum para evitar influências na dieta ou ingestão acidental de cafeína. Os testes foram realizados no campus Butantã da USP, em uma bicicleta ergométrica totalmente ajustável e capaz de medir a potência. 

Ao final do teste, era realizado mais uma coleta de sangue e os pesquisadores questionavam se você era capaz de identificar o que havia ingerido.

Resultados

No fim de todos os testes, meu melhor resultado aconteceu com ingestão de cafeína. Até porque, sendo um grande consumidor da substância, meu corpo realmente parece não funcionar direito se eu não tomar um xícara de café.

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