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Ciclismo Vintage

Revista Bicicleta por JB Carvalho
42.263 visualizações
20/08/2015
Ciclismo Vintage
Foto: JB Carvalho

Pouco tempo atrás realizei uma cicloviagem em que assisti a décima oitava etapa do Tour de France no Alpe d’Huez (você pôde acompanhar essa história na nossa edição de outubro). Eu comecei e finalizei essa viagem pela Itália, onde muito mais do que visitar museus, posso dizer que vivi o ciclismo vintage. 

Comecei pelo Lago di Como e subi a tradicional Madonna Del Ghisallo. Esta subida sempre faz parte do Giro da Lombardia e eventualmente é visitada pelo Giro d’Italia. Lá no alto, em seu belvedere no pequeno município de Magreglio está a igreja da Madonna Del Ghisallo (padroeira dos ciclistas) com um pequeno museu muito charmoso em seu interior.

Vizinho à igreja se encontra o Museo Del Ciclismo, com algumas raridades surpreendentes. É muito interessante, por exemplo, a maior coleção de Maglia Rosa do mundo, com cinquenta exemplares.

Ainda nas redondezas, a mais ou menos 200 metros do belvedere, encontra-se a Ghisallo Wooden Rims, uma pequena fábrica familiar artesanal que já está na terceira geração. A matéria-prima para seus produtos é a madeira, um tipo especial original da Eslovênia que em italiano se chama Faggio. Entre outras coisas eles fabricam aros de madeira para pneu tubular e Clincher. Tive uma verdadeira aula com o mestre Giovanni Cermenati, que mostrou o passo a passo da fabricação de um aro. São cinco lâminas de madeira cortadas em cuia e encaixadas ao contrário numa forma com cola; depois é trabalhado o interior e na sequência uma espécie de balanceamento seguido de furação, para finalizar com verniz. Cada peça é única!

Depois de rodar vários quilômetros e já finalizando minha viagem, passei na cidade de Cosseria, região da Liguria, a convite do amigo Luciano Berruti, que ali mantém o Museo della Bicicletta. Este cidadão é o ciclismo vintage em pessoa, e ficar hospedado em sua casa significou mergulhar nesse mundo completamente. 

Em seu museu há várias raridades, bikes que correram as primeiras grandes voltas, camisas de vários heróis do ciclismo como Jacques Anquetil e Gino Bartali, tudo muito organizado, mas nada se compara ao conhecimento de Berruti. O homem sabe muito e cada conversa era uma aula. Fiquei dois dias em sua residência, que pode ser considerado outro museu onde tudo é impressionante. Ele tem uma sala com uma vitrine só com miudezas como, por exemplo, um joguinho com miniciclistas como se estivessem num Giro, feito de jornal, que era um brinde do jornal Gazetta dello Sport para as crianças no Giro d’Italia de 1965. Jornais do começo do século passado, figurinhas de coleção com a foto dos corredores dos anos 1930 e 1940 são outras peças que lá estão. Ele também tem uma oficina com 100 anos de idade. É um lugar onde poucos têm acesso, com ferramentas antigas e muitas curiosidades. 

Conheci Luciano Berruti em 2011 no Colle Delle Finestre durante a etapa rainha do Giro d’Italia, pois esta figura mítica do ciclismo vintage frequenta os principais eventos ciclísticos e grandes voltas, sempre com uma bicicleta centenária e trajes de época, praticamente uma celebridade. Ele é porta- voz da L’Eroica, tradicional corrida para bicicletas de época em estradas de terra na região da Toscana.

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