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Cláudio Santos - Presidente da FECIERJ

Federação de Ciclismo do Estado do Rio de Janeiro

Revista Bicicleta por Therbio Felipe M. Cezar
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23/04/2015
Cláudio Santos - Presidente da FECIERJ
Foto: Arquivo pessoal / Cláudio Santos

A Revista Bicicleta quer dialogar com personalidades do ciclismo nacional, na perspectiva de enaltecer iniciativas, projetos e realizações que impactem concretamente no cenário da bicicleta pelo país. Entendemos que tanto instituições quanto pessoas físicas têm, juntas ou isoladas, um grande potencial de motivar, incentivar e estimular o incremento do uso incondicional da bicicleta, para a geração de uma sociedade mais humana, essencialmente.

Para esta matéria, escolhemos Cláudio Santos, empresário da Amazonas Bike e Presidente da FECIERJ, um agente de transformação do seu entorno, reconhecido dentro e fora do estado onde atua, seja pelo carisma empreendedor ou pela abnegação profunda traduzida em anos de dedicação ao ciclismo nacional. Estivemos na sede própria da federação, em Niterói – RJ, e eis o resultado da visita.

Cláudio, a Revista Bicicleta agradece, inicialmente, por dedicar um pouco do seu tempo em atenção a nossa entrevista. Para quem ainda não cruzou com você em algum evento ou competição, mal sabe dos quase 30 anos dedicados à bicicleta. Como a bike entrou na sua vida e qual a sua trajetória de lá até a Presidência da FECIERJ? Não tem sido um caminho muito fácil de percorrer, suponho?

Cláudio: A bicicleta se mistura com a minha história de vida, pois aos cinco anos fui presenteado com uma Caloi Berlineta vermelha, que foi paixão à primeira vista. Meu pai era dono de um cicle, sendo assim comecei a trabalhar muito cedo, tinha apenas 11 anos de idade. Fui mecânico, estoquista, balconista, conferente, enfim. Sem deixar os estudos de lado - fiz administração na UFF e Direito na Cândido Mendes -, nunca abandonei a magrela. Ela fez parte dos melhores momentos da minha vida.

Realizei meu primeiro evento há 28 anos atrás, um passeio ciclístico com apoio da Monark e Amazonas Bike. À partir daí, foram milhares de eventos em diversas modalidades/disciplinas. Fui atleta de MTB, corrida de aventura e maratona, porém, muito mais do que pódios, conquistei grandes amigos, os quais irei levar com carinho até o final da minha gestão.

Finalizo o meu ciclo FECIERJ em dois anos e espero deixar um legado a todos que, assim como eu, amam o ciclismo de verdade. À partir daí, vou cuidar apenas das escolinhas (núcleos) espalhadas por todo o estado, que são minha paixão atual. Estar à frente da instituição é, sem dúvida, superar desafios, mas superação faz parte do dia a dia de qualquer deficiente visual como eu, e gosto de provar para mim mesmo que posso realizar o meu melhor, independente das deficiências que carrego comigo.

Infelizmente, são poucos os usuários de bicicleta que tiveram acesso às informações sobre o verdadeiro papel de uma federação estadual de ciclismo. Você poderia ilustrar, resumidamente, que atribuições e compromissos têm uma entidade como a FECIERJ, o que os atletas e comunidade podem esperar da entidade e o que ela mesma também espera dos ciclistas? Se não me engano, é uma das únicas federações de ciclismo com sede própria no país, não é mesmo? E para se federar e começar a competir, o que o atleta deve fazer?

Cláudio: As federações possuem um papel importante no que diz respeito ao fomento e alto rendimento das modalidades esportivas. São elas que regulamentam e formalizam, procedendo da mesma forma com a parte técnica e arbitragem das provas. Supervisionar organizadores também é papel importante das federações, fiscalizando e punindo os infratores do regulamento que rege o nosso esporte.

Mas a FECIERJ não se furta do direito de somar forças à mobilidade sustentável. Trabalhamos como voluntários em inúmeros programas dos municípios e até mesmo do estado. Temos contribuído ainda com os grupos de pedal, passeios, com o cicloturismo e com ações lúdicas que incentivam o uso da bicicleta como meio de transporte/lazer.

Participamos de palestras, fóruns, workshops, exposição de bicicletas antigas, oficinas de bike e discussões variadas sobre o tema. Para a FECIERJ, quando o assunto é bicicleta, o céu é o nosso limite, entramos de cabeça com um só objetivo, potencializar as ações.

Aos que querem se federar, basta entrar em nosso site e buscar a Filiação On-Line, que é o caminho mais rápido e fácil para se tornar um atleta federado, evitando a burocracia, sem preenchimento de papéis e ainda ajudar a FECIERJ a se tornar mais eficiente.

Que modalidades/disciplinas de ciclismo são atingidas pelo planejamento da entidade no momento?

Cláudio: No momento, só não estamos atingindo mais o Ciclismo de Pista, porque como todos sabem, demoliram o nosso velódromo. Mesmo assim, realizamos provas com bikes fixas (específicas para velódromo) nas ruas e locais abertos do Rio de Janeiro.

Todas as demais modalidades/disciplinas são contempladas com muita dedicação, valorizando os atletas e não abrindo mão do nosso máximo, nos 365 dias do ano, independente dos recursos disponíveis.

E que outras atividades e realizações, como as Escolinhas de MTB, vocês têm desenvolvido no âmbito da entidade que extrapolem os compromissos estatutários?

Cláudio: Como já disse, as escolinhas (núcleos FECIERJ) são nossa maior paixão. Por exemplo, na semana passada estive na SEEL buscando somar recursos para avançar neste sentido, pois sou otimista por natureza e não desisto nunca.

Temos um projeto que ensina crianças de forma lúdica, o CTB com aprendizado na retirada das rodinhas. Este projeto funciona na Vila Olímpica Clara Nunes (Acari) todas as quartas e sextas, com 38 bikes disponíveis, e é apoiado pelo Metrô-Rio e pelo Instituto Invepar.

Outro projeto que sou fã de carteirinha é o “Sonhando Acordado”, que consiste na captação de bicicletas usadas, as quais são reformadas e entregues nas comunidades do Rio.
No natal, foram 30 bikes destinadas à comunidade de Acari. Em março, visitaremos uma comunidade de Três Rios para levar 20 bicicletas às crianças que não possuem condição de adquirir as mesmas em lojas.

Estamos sempre inventando fórmulas mágicas, sem dinheiro, porque priorizamos a criatividade do grupo de trabalho FECIERJ, com projetos como as Romarias, Pedal da Paz, encontros, passeios em família. Enfim, tudo para levar o melhor deste mundo que gira sobre duas rodas, com fortes pedaladas.

Estivemos em alguns eventos não competitivos promovidos por você nos últimos seis anos, como o Dia Mundial Sem Carro, no Rio de Janeiro, por exemplo. Que resultados a médio e longo prazo se pode esperar de ações como esta que alcançam um público tão volumoso quanto de perfil variado?

Cláudio: Acredito muito nos eventos de massa, somente desta forma iremos popularizar o nosso esporte. “Um Dia Sem Carro” é o clássico das multidões, já tendo registrado o número recorde de 25 mil ciclistas em 2009, seguido de 22 mil inscritos em 2004. Ano passado, foram 18 mil ciclistas pedalando na chuva, dá para imaginar?

Para 2015, vocês têm uma série de importantes projetos que afetam ou envolvem diferentes públicos em inúmeros municípios do estado do Rio de Janeiro, como Rio das Flores, São Fidélis, Vassouras, Niterói, Três Rios, Miguel Pereira, Saquarema e Rio das Ostras, entre tantos outros. Que cidades têm preparado novos e bons atletas e o que podemos aguardar em termos de eventos espalhados pelo estado?

Cláudio: A FECIERJ possui parceria com quase todos os municípios do estado. Rio das Ostras, Niterói, Petrópolis, Macaé, Campos dos Goytacazes, Valença, Rio das Flores, Teresópolis, Angra, São Fidélis e Silva Jardim estarão em alta na temporada 2015. Eventos internacionais, nacionais e estaduais serão realizados com intensidade e máxima eficiência. Outros municípios também serão contemplados, pois não nos furtaremos do prazer de estar ao lado de pessoas que fazem o ciclismo de verdade, com ou sem o apoio financeiro do poder público.

O Rio tem revelado novos e bons valores, os quais certamente nos representarão com qualidade nos próximos dez anos, mas é necessário estar sempre renovando para não envelhecermos nossos ídolos do pedal.

Falando no campo competitivo, como estão os atletas do Rio nas diferentes modalidades, inclusive paralímpicas? Em sua concepção, existem esperanças concretas de boas colocações para o Pan do Canadá e, mais adiante, para as Olimpíadas?

Cláudio: Temos muitos destaques aqui no Rio. No MTB XCO, por exemplo, Henrique Avancini estará ao meu lado na realização do Brasileiro MTB XCO (Petrópolis), nos dias 18 e 19 de julho. No MTB XCM, o Robson Ferreira está sempre somando forças e conquistando inúmeros títulos nacionais.

No Downhill, a fera Thiago Farinelli, sem dúvida, é a grande estrela desta nova geração na referida modalidade. No BMX SX, o Renato Rezende está de volta ao Rio, local onde nasceu para brilhar internacionalmente e estará ao nosso lado nos próximos anos.

Dois deles, Henrique Avancini e Renato Rezende, certamente estarão alinhados na próxima Olimpíada e vamos trabalhar forte para incluir algum atleta da Equipe UFF de Ciclismo neste rol de super homens e mulheres do ciclismo.

Para encerrar nossa conversa, que mensagem você deixa a nossos leitores e leitoras, atletas ou não?

Cláudio: Trabalho, foco, humildade e comprometimento. Não somos mais nem menos, somos apenas a família FECIERJ e estaremos sempre ao seu lado para somar forças neste esporte fantástico. Juntem-se ao nosso pelotão, todos unidos pela mesma corrente, porque somente juntos, podemos muito mais! 

 

 

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