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Costa dos Coqueiros

Mangue Seco - Praia do Forte (BA)

Revista Bicicleta por Sebastião Filho
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30/07/2015
Costa dos Coqueiros
Foto: Os Zuandeiros / Divulgação

Ao fazermos uma viagem de reconhecimento de trilha para nosso grupo de pedal “Os Zuandeiros”, em janeiro deste ano, decidimos fazer esse percurso: ou seja, planejamos não planejar nada minuciosamente. Consultamos a tábua de maré, verificamos a disponibilidade de todos e marcamos a data.

Assim, Fernando Rocha, Gilton Melo, João de Deus, Marcos Nascimento, Omar Aguiar e eu (Sebastião Filho), iniciamos nosso desafio. Eu e Gilton resolvemos sair pedalando de Aracaju. Após 95 km chegamos ao Povoado Pontal, localizado no lado sergipano do Rio Real. Depois de 20 minutos de barco, aproximadamente, chegamos a Mangue Seco.

A beleza desta vila de pescadores foi apresentada ao Brasil e ao mundo pelas cenas da novela “Tieta”, da Rede Globo, baseada na obra “Tieta do Agreste”, de Jorge Amado, exibida no final de 1989.

1º Dia - Mangue Seco > Siribinha - 35 km

No sábado, dia 07, depois do sufoco de o carro ter quebrado no trajeto entre Aracaju e Pontal, chegaram os demais aventureiros. Partimos imediatamente, em função da tábua de maré, com o objetivo de fazermos o percurso em três dias. Para sair de Mangue Seco em direção à praia temos duas alternativas: caminhar cerca de 1 km passando por uma suave duna ou contratar bugres para transportar ciclistas e bikes. Fomos caminhando, claro!

Iniciamos nossa pedalada por volta de meio dia com destino ao Sítio do Conde, distante 47 km. Não conseguimos. Após 35 km chegamos à foz do Rio Itapicuru. Se esta travessia não coincidir com um final de semana é recomendável contatar antecipadamente um barqueiro (Leo, 75 9849 0580), pois não é possível atravessar andando.

Devido ao cansaço aportamos em Siribinha, bela e bucólica vila de pescadores, localizada às margens do Rio Itapicuru e de frente para o mar. Ficamos na Pousada Ondas do Mar (71 9955 3002).

2º Dia - Siribinha > Baixios - 47 km

Primeira mudança de plano: não seria possível fazermos o percurso em três dias. Reorganizamos para quatro. Saímos de Siribinha, sempre acompanhando o horário da tábua de maré, com destino ao Povoado Baixios, 47 km “adelante”. Percorremos os primeiros 13 km por uma estrada de terra que margeia a praia até o Sítio do Conde, onde tomamos um delicioso mingau de milho na praça principal e seguimos, pela praia, até Barra de Itariri. Aqui é possível atravessar caminhando.

Seguimos nossa viagem contemplando paisagens deslumbrantes até à foz do Rio Inhambupe. Novamente atravessamos caminhando. Ambas as travessias, se forem feitas nos finais de semana, poderão contar com a preciosa e imprescindível ajuda de salva-vidas municipais.

Uma pausa para um delicioso banho, hidratação e uma peixada. Depois seguimos para Pousada Recanto Lagoa Azul (75 9983 1699). Até aqui, 82 km.

3º Dia - Baixios > Porto de Sauípe - 41,5 km

Dando continuidade ao nosso roteiro de relaxamento e extrema beleza, partimos em direção ao Porto de Sauípe, distante 41,5 km. Este terceiro dia foi desafiador, por termos de enfrentar um longo trecho de areia fofa: “fue terrible”. Foram aproximadamente 18 km de via crucis até chegarmos à foz do Rio Subaúma. Atravessamos também caminhando. Não vimos salva-vidas nesta travessia.

Almoçamos e zarpamos. Mais beleza e encanto, incluindo a Praia de Nudismo de Massarandupió, depois de 11 km de pedal. Dois quilômetros antes de Porto de Sauípe fomos convidados a deixar a praia e seguimos por dentro de um condomínio particular, em face de a maré já se encontrar muito alta.

Hospedamo-nos na Pousada Alameda Sauípe (71 9909 5760). À noite uma agradável surpresa gastronômica para compensar o dia: o jantar no Restaurante e Pousada Lita, de um italiano que além de proprietário é um chefe de mão cheia. Experimentamos um magnífico spaghetti de frutos do mar. Simplesmente divino.

4º Dia - Porto de Sauípe > Praia do Forte - 25 km

No último dia tínhamos pela frente 25 km até a Praia do Forte. Saindo de Porto Sauípe e depois de 1,5 km de pedal chegamos à foz do Rio Sauípe. Tivemos que contratar um barqueiro. É fácil, na margem do rio existem vários bares. Se houver tempo para um agradável bate-papo, procure meu xará, Sebastião, dono de um dos bares. Caso contrário, localize Sr. Cícero, pescador, e negocie a travessia. Seguimos viagem na companhia de mais beleza e encanto.

Nesse trecho passamos pelo Complexo Costa de Sauípe, Praia de Imbassaí, Rio Imbassaí (estava praticamente seco) e o Hotel Ibero Star. Um pouco mais de areia fofa, pedras e, finalmente, por volta do km 23 prepare-se para uma cansativa caminhada, compensada pela beleza das piscinas naturais até a Praia do Forte.

Almoçamos e depois perambulamos pelo encantador Povoado da Praia do Forte até o final da tarde quando retornamos, de carro, para Aracaju. Foram quatro dias de belíssimas e inesquecíveis paisagens, rica convivência relacional e 148,5 km de pedal para os que saíram de Mangue Seco, e cinco dias e 243,5 km para os que iniciaram a aventura em Aracaju.

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