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E que comece o ano, realmente!

Revista Bicicleta por Therbio Felipe M. Cezar
32.012 visualizações
18/02/2015
E que comece o ano, realmente!
Foto: Umkehrer / Depositphotos

Finda o Carnaval. E as águas, que não são de março ainda, já lavaram tanto as fantasias quanto os amores instantâneos, os infortúnios, as brigas, o álcool em excesso, as ruas sujas de toda a graça de coisas, enfim.

Sim, a Marginal Tietê transbordou cocô e lá em Floripa, a Ilha da Magia, se transformou em um lugar que ninguém vai a lugar nenhum, seja pelo congestionamento que já virou cultura, seja pelo dilúvio de Carnaval ou ainda pelo esgotamento da capacidade de carga da cidade. Só se percebem filas por todos os lados. Fila para a padaria, para o estacionamento, para a lotérica, farmácia, banco, restaurante, cafeteria, UPA, fila para fazer fila para qualquer coisa e por qualquer motivo.

Pelas estradas do país, as que tem pedágio e as que não, vertem veículos automotores aos borbotões. Os acidentes, sim, iremos ouvir falar deles e vê-los nas chamadas dos jornais, mas parece que apenas para constar que no ano passado a ocorrência foi de 22,3% e blábláblá. Pessoas continuam morrendo, e isto não deveria constar como mera estatística.

Estes dias foram úteis para a grande maioria fazer por onde esquecer da extrema recessão econômica que está por vir. A gasolina aumentou brutalmente, mas os seus condicionados usuários seguem no mesmo ritmo. As viagens de automóvel só aumentaram nas vias federais, portanto, isto também quer dizer, entre outras coisas, que o aumento da gasolina é uma mera alegoria.

As cidades estão recolhendo toneladas de lixo produzido pelos foliões. Parte dele já foi parar nas galerias pluviais e irá fazer parar as cidades quando as águas de março mostrarem sua força. Tudo em nome da festa de Momo.

Sobre mobilidade urbana, talvez, quando a normalidade retorne, será um dos mais recorrentes temas nos telejornais. Falaremos, durante o café no boteco, antes do trabalho, que foi mais uma vez difícil chegar, que não havia onde estacionar, que vimos um acidente ali antes do elevado e que houve óbito. Ouviremos, no trabalho, o péssimo humor do colega ou do chefe, por todos os motivos e pelos preciosos minutos que, somados, levam a uma perda sazonal de mais de 300 horas por atrasos no trânsito.

E seremos hostilizados se ponderarmos, naquele grupo de conversa, sobre os benefícios da bicicleta, aqueles que todos sabem, mas uma grande maioria ainda faz de conta que não tem nada a ver consigo.

No canal Uol, mais de 90% do conteúdo é sobre o carnaval que continua em várias partes do país porque parece que ainda não foi o suficiente, a decepção da celebridade que não foi destaque na escola de samba tal, tadinha, fulaninha da novela tal chamou a atenção vestindo sabe-se lá que marca de roupa; o outro fulano foi flagrado, como se ninguém soubesse, agarrando a outra celebridade, etc. As demais informações como o recuo de 0,42% do PIB e uma anunciada inflação de 7,27% em 2015 aparecem bem depois de todas as informações do BBB.

O desejo de querer que 2015 seja diferente não nos exclui do compromisso de fazer por onde. Tal esperança necessita contar com uma generosa dose de participação. Ficaremos felizes se o mercado de bicicleta continuar crescendo e se os investimentos em ciclomobilidade sigam a surgir em cada rincão do país. Que as empresas entendam este ano que, em certos momentos de uma economia instável, sai na frente quem deixar de ser conservador e ousar flertar com os riscos inerentes, surpreendendo o mercado, e com isto, ganhando em diversas frentes.

Que 2015 efetivamente comece! E que ele nos abra caminhos para conquistar, a cada dia, mais gente para o ciclismo. E que assim, possamos chegar em dezembro próximo, mais confiantes de um 2016 ainda melhor.

Viva a Bicicleta, sempre!

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