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E-bike: Reposição da bateria

De tempos em tempos, é necessário substituir a bateria de sua bicicleta elétrica. Eventualmente, por algum defeito neste componente, ou quando ela não atende mais suas necessidades de autonomia. Veja quais são os sinais de que é hora de efetuar a troca, dicas para realizar a reposição sem “dor de cabeça” e outros detalhes deste item que é considerado o coração da e-bike.

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
17.352 visualizações
20/05/2015
E-bike: Reposição da bateria
Foto: © Sense Bikes / Divulgação

Fique ligado!

Alguns fornecedores oferecem uma garantia para a bicicleta elétrica e uma garantia separadamente para a bateria!

Um dos maiores medos de aspirantes à compra de uma bicicleta elétrica é quanto à manutenção e reposição dos componentes que as diferem das bicicletas comuns. Pneus, pastilhas de freio, correntes, tudo isto é facilmente encontrado no mercado. Mas como é a oferta, por exemplo, de uma bateria para bicicleta elétrica? Posso comprar uma e-bike sem medo de perder o investimento por falta de reposição deste item?

Tendo em vista essas preocupações, a reposição da bateria na bicicleta elétrica é um momento crucial, e ter essa experiência facilitada credibiliza não só a marca, mas o produto em si. Pode ser este um fator decisivo na compra, bem como na introdução definitiva da bicicleta elétrica no cotidiano das cidades brasileiras.

É hora de trocar?

A bateria de uma bicicleta elétrica dá sinais de seu declínio, assim como a bateria de outros eletrônicos com os quais já estamos mais familiarizados, como celulares e notebooks. O principal deles, segundo Sandra Spence, diretora administrativa da Ecostart, é a perda de autonomia: “no caso das bicicletas ou triciclos elétricos, quando carregar a bateria na quantidade de horas indicada pelo fabricante, e esta não percorrer mais a quantidade de quilometragem estimada, terminando a carga muito rapidamente, é um sinal de que sua vida útil está findando”. Além de descarregar mais facilmente, “a bateria pode desligar sozinha em caso de demanda mais forte, como em uma aceleração ou uma subida”, segundo Patrick Derycke, diretor da Fitzz.

Ao comprar sua e-bike

+ Não pesquise apenas pelo preço do produto. Entenda que quanto maior a qualidade e potência (produto de volts x amperes), melhor será a sua autonomia e vida útil, embora isso signifique um maior investimento inicial.
- Informe-se sobre a política de troca de baterias, como prazos e valores. Simule o desejo de já comprar uma segunda bateria.
- Guarde os documentos de compra da sua e-bike, com as informações de garantia e com os contatos da empresa. 
- Antes de utilizar o produto, atente ao manual de uso. Especialmente, siga as orientações sobre como realizar o primeiro carregamento de sua bateria.

Mas essa perda ocorre de uma hora para outra? Não. As baterias envelhecem, em um processo que evolui até o extremo de ser inviável utilizar o produto. Ana Claudia Stier, gerente de marketing e vendas da E-leeze, explica: “a bateria de lítio, independente da marca, perde em média 15% de sua capacidade de carga ao ano, nos dois primeiros anos, aumentando este percentual nos anos seguintes, até exaurir os aproximados 600 ciclos de cargas previstos para sua vida útil. Quando a bateria vai atingindo este número de ciclos de cargas, sua autonomia fica muito reduzida se comparada à bateria nova e, então, pode-se considerar que ela está chegando ao final de sua vida útil”. Uma bateria de chumbo suporta cerca de 300 ciclos de recarga e sofre, da mesma forma, uma decadência progressiva de sua capacidade.

Como a perda de autonomia é progressiva, é delicado falar sobre “vida útil”. Uma bateria que perdeu 40% de sua capacidade inicial, por exemplo, pode não servir mais para um usuário, mas ainda ter utilidade para outro que consegue realizar seus deslocamentos cotidianos com essa capacidade. Então, cada usuário terá uma percepção diferente sobre quando é hora de trocar a bateria.

A estimativa de ciclos de carga de uma bateria pode variar conforme a intensidade do uso, temperatura, vibrações, qualidade do carregador etc. A própria eletrônica pode deteriorar e começar a soltar soldas. “Basicamente, a vida útil de uma bateria depende de seu armazenamento, carregamento e utilização”, diz Krivania Sabatini, supervisora da Cycletech.

Realizando a reposição

Identificada a necessidade de realizar a troca, o primeiro passo do proprietário da bicicleta elétrica é procurar o estabelecimento onde foi realizada a compra do veículo. “A procura da bateria deve ser sempre no ponto de revenda, pois somente ele pode garantir a procedência da bateria correta ao seu modelo de bicicleta e lhe fornecer a garantia da nova bateria”, afirma Krivania Sabatini. Conte com o auxílio do revendedor neste momento, e fique atento se o pedido da nova bateria observa a amperagem e a voltagem que se deseja.

Em alguns casos, o contato é direto com a fabricante ou importadora. Se, por um lado, isso é bom por ter um suporte geralmente mais técnico e qualificado, por outro lado, pode gerar mais burocracia e tempo de espera para o atendimento.

Estoque

Como a bateria sofre um envelhecimento natural, mesmo não estando em uso, é inviável para os fornecedores manterem grandes estoques. As baterias armazenadas ativadas por muito tempo podem ter sua vida útil comprometida.

E quando a bateria nova chega, é necessário levar a bicicleta no revendedor para efetuar a troca? Segundo Caio Ribeiro, executivo de vendas da Sense Bikes, “não existe a necessidade de mão-de-obra específica nem há dificuldade alguma na troca da bateria de lítio”. Geralmente, as e-bikes possuem um sistema rápido e fácil de retirada da bateria para carregamento e/ou substituição. Mesmo assim, quando possível, é recomendado que a troca seja realizada por um técnico com experiência que possa sanar possíveis dúvidas e identificar problemas imediatamente.

© Cycle Tech/ Divulgação

Todas as marcas contatadas incentivam que o consumidor entregue a bateria usada no local onde adquirir a nova bateria, para que seja encaminhada a uma empresa autorizada que faça o devido descarte. Esta atitude está consoante à responsabilidade compartilhada entre fabricantes, importadores, comerciantes e consumidores no que diz respeito à logística reversa prevista na Lei nº 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Resumindo, você vai sentir que é hora de trocar a bateria de sua e-bike quando ela:
- Perder autonomia consideravelmente.
- Desligar sozinha em caso de demanda mais forte.
- Descarregar mais facilmente.
- Não atender mais sua necessidade de deslocamentos cotidianos.

Isto ocorre porque a bateria:
- Atingiu o número de ciclos de recarga, que em média é de 600 ciclos (ou três anos) para baterias de lítio e 300 ciclos (ou um ano) para baterias de chumbo. Todas estas estimativas variam de acordo com a intensidade do uso, forma de armazenamento etc.
- Envelheceu, em um processo natural que ocorre mesmo que ela não esteja em uso.

Para uma troca bem-sucedida:
- Procure o estabelecimento onde a compra foi realizada, para garantir a procedência da nova bateria.
- Certifique-se de que a nova bateria está de acordo com a amperagem, voltagem e modelo de sua e-bike.
- Mesmo sendo um procedimento fácil, quando possível conte com o auxílio de um especialista que possa identificar possíveis problemas.

Você sabia?
A maioria das baterias existentes no mercado são fabricadas na Ásia. O Brasil não possui tecnologia para reciclar nem fabricar bateria de lítio para e-bike, apesar de ter essa matéria-prima.

Que preço pagar?

Em média, as baterias de lítio custam, no Brasil, de R$ 800 a R$ 1.500. Já as baterias de chumbo são mais baratas, com preço médio entre R$ 500 e R$ 600.

O valor de uma bateria nova varia muito conforme a amperagem, voltagem, qualidade, marca e origem. Segundo Patrick Derycke, mencionado anteriormente, “uma bateria com células de uma marca conhecida, como a Samsung, por exemplo, facilmente custará 30% mais do que a concorrente. A capacidade também influencia. Por exemplo, uma bateria de 11 Ah x 36 V pode ter um preço 20% maior do que uma bateria de 9 Ah x 36 V”. Tânia Mendes Janeiro, da General Wings, levanta outro dado que influencia no preço da bateria no mercado nacional. Segundo ela, “o lítio é importado e cotado em dólar, portanto, sofre variação constante”.

Dessa forma, ao pesquisar uma bateria nova, não leve em consideração apenas o valor. “A bateria é o coração da bicicleta elétrica”, diz Ana Claudia Stier, “e este é um dado muito importante, muitas vezes deixado de lado pelo comprador e até mesmo pelo fabricante. Quanto melhor ela for, maior será a sua durabilidade e vida útil, e consequentemente ela trará menos problemas e manutenção”.

Acertar na compra é o ponto chave para garantir que você não terá problemas no momento da reposição da bateria. Efetuar um test drive para verificar se o modelo e potência estão de acordo com suas expectativas, procurar uma marca já consolidada no mercado e que possua boas referências, e seguir as orientações do fabricante são pontos decisivos para você ficar mais seguro sobre o seu investimento. Sua preocupação deve ser apenas organizar a rota para chegar aos seus destinos com a bike – mesmo que eles estejam mais longe do que sua capacidade de pedalar, e sem precisar evitar aquela subida! 

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