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Estrada Real

A Estrada Real (ER) é um sonho para qualquer cicloturista. Montanhas, estradas de terra, uma paisagem exuberante e histórica para ser percorrida pelos amantes das duas rodas.

Revista Bicicleta por Victor Guidini
49.571 visualizações
12/11/2013
Estrada Real
Foto: Victor Guidini

Iniciei minha viagem pelo Caminho dos Diamantes. Na cidade de Diamantina encontrei o primeiro marco da Estrada Real (ER) - eles iriam me acompanhar pelos próximos 1.100 km. A paisagem é absurda, nada que eu tenha visto antes: montanhas contrastando com a estrada, nuvens e o silêncio. Como optei por viajar em dezembro, peguei muita chuva e eu achava que isso seria um grande problema, mas acabou se tornando algo normal... Só atrapalhava mesmo na hora de bater fotos e chegar aos hotéis das cidades.

Os morros são longos e constantes, há pouco percurso plano. Creio que acertei na escolha dos pneus (26 x 1.95 com cravos), pois derrapava pouco e conseguia uma boa tração nas longas subidas de cascalho solto. O caminho até Mariana foi marcado pelos estragos na natureza provocados pelas mineradoras. Vi muitos ônibus transportando os funcionários e tudo me pareceu muito triste. Toda aquela resignação fazendo um contraste com a liberdade em cima de uma bicicleta. 

Dados

Dias viajados: 15
Dias pedalados: 14
Quilômetros pedalados: aproximadamente 1.100 km

O que levar

· Mapas (disponíveis no site da ER)    

· GPS (opcional, tem os trajetos no site da ER)    

· Alforjes impermeáveis  

 · Ferramentas para bike / peças sobressalentes  

 · Câmera fotográfica e mp3 player    

· Um guia da Estrada Real, para aproveitar melhor as atrações    · Água... Muita água.

Gastos

Cerca de 50 reais por dia, incluindo pousadas.

Saiba Mais

tripsdebike.blogspot.com

Em Caquende peguei a balsa para Capela do Saco. Como era cedo ainda, resolvi seguir pedalando até Carrancas. O trajeto foi muito legal, sem muitas subidas, e eu avistava só lá longe uma montanha gigante, mas não imaginava que teria que atravessá-la. Cheguei ao pé da Serra de Carrancas e uma placa dizia: somente 4x4. Foi um dos momentos mais legais de toda a ER. Subir a serra, toda branca, com uma garoa fina caindo. O visual era impressionante e foi um dos lugares mais marcantes da viagem, eu diria que o ápice dela. Já o dia seguinte não foi muito bom, pois foram mais de 60 km sem encontrar com quase ninguém pelo caminho até Cruzília. Seguindo para Pouso Alto peguei bastante barro na ER. Também fui atacado por várias crianças, que agarravam a bike, tentando pegar algo e pedindo dinheiro. Consegui me livrar delas sem machucar ninguém. Fiquei impressionado com a situação. Estava sentindo um clima bem tenso ali, nunca tinha enfrentado qualquer tipo de problema do gênero.

Foi um exercício de superação completar a Estrada Real. No início houve as subidas intermináveis, muito barro e chuva. O Caminho dos Diamantes exige muito e seria melhor ter feito com pelo menos mais um ou dois dias para ficar nos lugares e conhecer melhor as cidades. Mas o visual e o contato com as coisas e pessoas faz tudo valer a pena. O lugar é realmente incrível. O Caminho Velho é mais tranquilo, porém, vale a pena ser feito com mais tempo, parando nas cidades e aproveitando as atrações de cada uma.

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