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Eu Pedalo - Paulo Pires Pastori

Por Revista Bicicleta
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07/06/2016
Eu Pedalo - Paulo Pires Pastori

Um belo dia meu pai apareceu em casa pedalando uma Monark vermelha novinha em folha, guidão alto, pneu balão e freio contrapedal. Esse foi o meu primeiro contato com bicicleta, em 1957, aos 14 anos de idade.

Naquela época, somente meu pai sabia andar de bicicleta. Os demais familiares que não sabiam, invejavam as pedaladas e manobras que ele fazia.

Decidi aprender na rua em frente de casa, que era de terra batida. Então, me empurraram, ganhei um pouco de equilíbrio e saí pedalando sem noção de como frear a magrela. Ao fazer uma curva para retornar perdi o controle, trombei com um barranco e fui para o chão. Voltei empurrando a magrela todo ralado, com o garfo e para-lama da magrela empenado. O primeiro tombo de bike a gente nunca esquece!

Passado o susto e recuperado dos arranhões, continuei insistindo e rapidamente peguei o jeito de pedalar para frente e frear pedalando para trás. Neste tempo morávamos na cidade de São Carlos - SP e como a cidade foi construída numa colina, o que não faltava era subida. Com isso adquiri condicionamento físico e muita força nas pernas.

Meu irmão também aprendeu a pedalar e a bicicleta passou a ser usada por todos nós. Começando a trabalhar pude comprar, com o primeiro salário, uma bicicleta exclusivamente para mim.

Aprendi a consertar furos das câmaras de ar, regular freios, engraxar o movimento central, cubo dianteiro, traseiro e outros.

Mesmo tendo bike só com uma coroa e equipada com catraca (pinhão) 20, subia os morros com muita facilidade. Nas minhas folgas passei a viajar por estradas vicinais e cidades vizinhas.

Tive várias bicicletas até chegar em uma mountain bike. A primeira foi adquirida quando passei a residir em Juiz de Fora - MG e pedalar com grupos de amigos nos finais de semana.

Iniciei com uma Caloi de alumínio e em 1993 comprei uma KHS Montana com quadro de cromo molibdênio, que tenho até hoje.

Nunca tive interesse em competições e me limitei sempre ao lazer, passeios por trilhas, estradas de chão e asfaltadas também, passando diversos finais de semanas pedalando.

Os benefícios de pedalar são incontestáveis. Eu não conheço a doença chamada “depressão”. Ela parece não existir para quem pedala fora dos grandes centros urbanos, em estradas de chão, trilhas, e está em contato direto com a natureza. Ao longo de anos de pedalada, mantenho o sistema cardiológico em bom estado, 60 batimentos em repouso, pressão 12 x 8, capacidade rápida de recuperação depois de um esforço físico. Não sou diabético, não tenho insônia, mantenho o bem-estar diariamente e a disposição para o trabalho, e com certeza a bike tem relação com tudo isso.

Este ano de 2015 decidi partir firme para o cicloturismo, mas precisava de uma nova bike, mais confortável e com maior capacidade de carga.

Com a minha velha bike KHS de 22 anos de uso e conversando com um amigo mecânico de bicicletas, surgiu a ideia de reformá-la, adaptando-a para o cicloturismo. Com sua experiência em bikes, ele poderia fazer uma reforma geral aproveitando apenas o quadro que é leve e de boa qualidade, o movimento central e pedivelas, sendo que os demais componentes seriam substituídos.

Fizemos então um plano de recuperação, com prazo de dois meses para concluir a reforma. Começamos a comprar as peças, algumas pela internet, outras no comércio local e a bike foi mudando de cara e ficando mais cada vez mais imponente.

Enfim, colocamos amortecedor dianteiro, freio a disco dianteiro, freio cantilever traseiro, guidão mais alto, selim mais confortável, aro dianteiro e traseiro, pedais, pneus e câmaras de ar novos, substituímos o jogo de pinhões de 21 marchas para 27, incluímos novo passador Shimano, novo ciclocomputador com 12 funções, farol dianteiro e sinalizador traseiro, bagageiro de metal e descanso lateral. As peças e a mão de obra do mecânico foram orçados em R$ 1.800,00 total.

Meu primeiro desafio no cicloturismo será percorrer o Circuito Caminho dos Anjos no alto da Mantiqueira circulando pelas cidades de Passa Quatro, Itanhandú, Baependi, Caxambú, São Lourenço, Virginia e retornando a Passa Quatro. A ideia é realizar a cicloviagem em março de 2016, quando deveo fazer um recesso nas minhas consultorias e projetos. Enquanto isso, continuo treinando para não perder o condicionamento.

Haja treinamento e fôlego! Estou animado...

 

 

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