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Exercício físico e ansiedade

Por Revista Bicicleta
43.057 visualizações
15/10/2014
Exercício físico e ansiedade
Foto: Dudarev Mikhail / Shutterstock

Pesquisas com animais demonstram que o exercício físico cria neurônios excitáveis em abundância especialmente no hipocampo, parte do cérebro envolvida com pensamentos e respostas emocionais. Também há estudos com animais e pessoas que mostram que o exercício é capaz de reduzir a ansiedade.

Por muito tempo, pesquisadores que se propuseram a verificar o efeito do exercício físico ficavam confusos: como o ato de se exercitar poderia criar novas células cerebrais vibrantes, criando condições neurológicas ideias para a ansiedade, ao mesmo tempo em que outros estudos comprovavam que o exercício físico cria um padrão de calma em certas partes do cérebro?

Pesquisa da Universidade de Princeton parece ter encontrado uma forma de explicar esse efeito. Eles descobriram que as células cerebrais vibrantes realmente são criadas, mas ficam inativas enquanto não devem estar em ação, sob o efeito de outros neurônios inibitórios, que são também abundantemente criados com o exercício físico.

O estudo foi realizado com camundongos adultos. Os pesquisadores injetaram uma substância que marca células recém- nascidas no cérebro, e durante seis semanas, permitiram que a metade deles corresse à vontade em pequenas rodas, enquanto a outra metade se manteve inativa em suas gaiolas.

Depois, os cientistas determinaram o nervosismo inicial de cada grupo. As gaiolas de todos os camundongos foram abertas em uma área bem iluminada, com cantos propositalmente mais escuros. Verificou-se que os “ratos corredores” estavam mais dispostos a explorar a área com cautela e passar algum tempo em área aberta, um indicativo de que estavam mais confiantes e menos ansiosos. Os seus cérebros fervilhavam com novos neurônios, em um número bem maior do que os camundongos sedentários.

Ao mesmo tempo, notou-se no cérebro dos ratos corredores um número notável de novos “neurônios-babás”, capazes de liberar o neurotransmissor GABA, responsável por inibir a atividade do cérebro, o que dá o efeito de tranquilidade. Havia uma grande quantidade dessas novas células em uma parte do hipocampo, associada ao processamento de emoções.

Em outro teste, o grupo de pesquisadores colocou os ratinhos em água gelada durante cinco minutos. Como os ratos não gostam de água fria, seria um cenário gerador de estresse e ansiedade, embora sem risco de morte. Todos os camundongos tiveram o acionamento das células excitáveis em resposta ao banho frio, no primeiro momento. Mas esse efeito não durou muito tempo nos ratos corredores. Em seus cérebros, ao contrário dos ratos sedentários, também houve grande ativação dos neurônios que produziam GABA, acalmando a atividade dos neurônios excitáveis e mantendo a ansiedade sob controle. Como conclusão, o cérebro dos ratos corredores havia respondido ao banho frio com um esforço menor do que os ratos sedentários, demonstrando um estresse inicial, mas logo acalmando-se. Obviamente, os ratos não são homens e mulheres, mas os cientistas acreditam que o estudo é uma evidência de que as pessoas ativas também podem ser menos suscetíveis à ansiedade por causa dessa remodelação dos neurônios através do exercício físico.

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