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Máquina Fotográfica - Caixa mágica de eternizar!

Revista Bicicleta por Matt Wragg
35.762 visualizações
27/05/2014
Máquina Fotográfica - Caixa mágica de eternizar!
Foto: Roberto Furtado

Em todo lugar que se vai, sempre há uma oportunidade de fotografar algo interessante ou fazer uma recordação de amigos. Para viajantes, cicloturistas, ou pessoas em confraternizações, não pode faltar uma pequena máquina fotográfica. Registrar é tão simples... A tecnologia das atuais máquinas fotográficas permite o desconhecimento dos recursos para um registro satisfatório. Tecnologia que veio para facilitar. Em outros tempos, havia necessidade do operador saber pelo menos qual a ASA (atual ISO) do filme. Alguns sabiam: dia claro, ISO 100, noite ou ambientes prejudicados de luz, ISO 400. 

Fotografar é um exercício: você faz o registro, observa, às vezes, faz novamente em ângulo diferente... Existem cursos com a finalidade de formar bons fotógrafos amadores ou profissionais. Verdade que um básico sobre fotografia, você pode aprender em alguns dias, mas para ser um profissional, certamente, levará anos. Embora algumas escolas do segmento divulguem cursos milagrosos, a técnica que envolve a ciência física da luz, da óptica é extensa, talvez infinita. É impossível ensinar isto em um espaço de tempo tão pequeno e, possivelmente, esta não seja para todos. O fotógrafo profissional, geralmente, precisa ser altamente técnico quando se depara com desafios diferentes, questões que fogem do controle do automatismo das digitais compactas. O automatismo como opção de registrar melhorou muito nos equipamentos domésticos e amadores avançados, mas naturalmente, ainda, ocorre limite. No início deste século, surgiram as primeiras máquinas que deram bastante liberdade aos seus proprietários. Muitos desses equipamentos são usados por jornalistas, entusiastas da fotografia, ou por aqueles que simplesmente desejam um registro com um pouco mais de qualidade. Atualmente, é difícil ver uma máquina fotográfica que não realize filmagens em HD (high definition) ou até mesmo em Full HD, sendo este mais um conforto extra das digitais. O vídeo é opção de registro para apreciar com o passar do tempo, porém, aqui tratamos de fotografia.

Afinal, o que é fotografia? Não falamos de tecnologia, mas sim conceitualmente. O que é fotografia? Muitos conhecem como uma imagem impressa em um folha de papel, contudo poucos conseguem compreender o seu conceito. A fotografia é o registro de imagem de uma fração do tempo. O tempo em que a luz incide sobre os objetos. Essa luz, composta por raios, é rebatida nos objetos e passa através da lente objetiva. Nesse processo, uma infinidade de controles que a tecnologia oferece permite o registro, esta é a arte de manipular a luz. Fotografia é o ato de “congelar” um momento pequeno da trajetória de um corpo banhado pela luz. Essa fração temporal pode ser de longo ou pequeno período, conhecido como tempo de exposição. Exposição do filme ou do sensor a luz que é uma identidade do alvo enquadrado e que permite formar uma imagem. 

Do ponto de vista técnico, a fotografia pode ser arte, pode ser representação jornalística, pode ter um significado modificado, conforme ausência de cores, desfoques, evidências externas e secundárias ao alvo. 

O que precisamos saber para fazer uma imagem com boa qualidade? Em decorrência da evolução dos controles e análises dos próprios equipamentos, não há muito sobre que o amador precise saber. É possível produzir fotografia macro de objetos bem pequenos, de detalhes, panorâmicas, e, no caso das máquinas superzoom, grande aproximação de objetos distantes. O fotógrafo eventual que busca registrar o histórico de uma viagem precisará fotografar períodos onde a luz é abundante, mas direcionada. A luz que vem exatamente de cima do alvo fotográfico (luz do meio dia), normalmente, deixa sombras sob os olhos, nariz, queixo, etc. Esse pode não ser o melhor horário para fotografar, embora abundante de luz. Nessas situações, o fotógrafo deve procurar um local onde não haja incidência direta da luz do sol, e aproveitar algum lugar cuja claridade possa valorizar o alvo descrevendo os detalhes da superfície com maior qualidade. A luz ideal para fotografar quando a técnica inexiste, certamente, é a luz do final de tarde. Com luz direcionada do sol, já não tão intenso, circundando o alvo, você pega o ângulo com mais iluminação. Imagens contra o sol, podem captar silhuetas, mas a identificação poderá ficar bem prejudicada. Com a vantagem da máquina decidir pelo fotógrafo amador qual a velocidade, abertura, iso, oferecendo a melhor solução para dada situação, fica sendo “exigido” do fotógrafo enquadrar, nivelar, valorizar o fundo, etc. Ali ele colocará as impressões e valores do mundo fotográfico que conhece. A fotografia pode ser descrita de formas diferentes, de acordo com seu entusiasta. Haverá 10 fotos do mesmo objeto, todas serão diferentes, porque o olhar de cada autor é único.

Possivelmente, alguma dessas imagens será escolhida para representar, de forma mais completa, o assunto. Se estivermos falando de fotojornalismo, ou se for sobre uma fotografia artística, dependerá do efeito impactante ou mágico que ela causará. Para ser um fotógrafo de produto, a mero exemplo, não existe uma necessidade de grande talento, apenas nas questões da técnica que resultam na qualidade final expressiva desse objeto. Já no fotojornalismo ou na arte, trata-se de talento e, certamente, não é para qualquer um. Isto não se relaciona com você querer ser um fotógrafo eventual. 

O registro, em todo lugar, a qualquer momento, é válido! O registro contará uma história para você que terá relação especial com aquele ambiente ou pessoas, em uma fração temporal que ficou para trás na história. O grande problema da era digital é que poucos imprimem as imagens que realizam, deixam-nas em HDs dos computadores, DVD ou outros dispositivos de estocagem de imagens. Muitas vezes, esses arquivos podem sofrer danos ligados ao tempo e a acidentes de percurso, perdendo-se. Uma boa forma de guardar imagens especiais, além de armazenar digitalmente de duas ou três formas diferentes, ainda é imprimindo. Já experimentou em dia de queda de luz, quando o computador não liga, tampouco a televisão, ficar olhando uma foto a luz de velas? Você deseja e se esforça para ver a imagem com exatidão, percorre detalhes que normalmente não enxerga. Esse momento é tão mágico como qualquer outro sentimento, pois ali você valoriza a lembrança com a atenção merecida. 

Outras situações nos remetem à reflexão, e sem dúvida, a fotografia pode fazer isto por todos nós. Depois da bicicleta, a forma de registrar a história de um momento foi outra grande invenção. Da foto ao vídeo, que aliás invadem os álbuns de fotos, tal como picasa.com e canais de movie da rede internet, como youtube.com e outros, as visualizações chegam a todos em qualquer lugar. Com a febre de câmeras específicas para esportes, surge uma nova leva e até um conceito de fotografia e de vídeo. 

Não há resposta para onde iremos, mas a imagem invadiu nossas vidas de forma cativante. Se tem dúvida disto, basta olhar para esta revista que você lê neste momento. Quantas imagens belas e interessantes você vê aqui? É um “oceano” de imagens publicadas em um único mês. Há dezenas de fotojornalistas aproximando você de uma dada ocorrência no tempo, de um local diferente, de situações únicas! É fruto de uma caixa mágica que chamamos de máquina fotográfica, que eterniza tudo em que a luz incide! A única forma de aprender, é soltar o dedo e clicar!

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