REVISTA BICICLETA - Pedro Cury entrevista Gunn-Rita Dahle
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Pedro Cury entrevista Gunn-Rita Dahle

A norueguesa Gunn-Rita Dahle é uma das maiores campeãs que o mountain biking já teve na história. Os títulos falam por si: medalha de ouro nas Olimpíadas de 2004, quatro vezes campeã mundial de XCO, seis vezes campeã mundial de MTB Maratona, campeã por quatro anos seguidos da Copa do Mundo de XCO, além de diversas vezes campeã europeia. Precisa falar mais? Vamos ao bate-papo que tivemos com ela.

Revista Bicicleta por Pedro Cury
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30/04/2016
Pedro Cury entrevista Gunn-Rita Dahle
Foto: Pedro Cury

Você tinha dito em entrevistas anteriores que começou a andar de MTB com 22 anos. Como isso influenciou sua carreira?

Eu tive muitas experiências na vida antes de começar no MTB. Isso me deixa muito motivada hoje para focar em ser uma atleta profissional. Eu não deixei de fazer nada que queria e agora posso focar na minha carreira.

Qual foi a vitória mais importante da sua carreira? Ou a que te traz melhores lembranças?

Minha vitória no Campeonato Europeu, em Zurich, em 2002, foi maravilhosa para mim e para o meu treinador (e marido). Eu estava excessivamente treinada e cansada antes da temporada olímpica de Sidney 2000, vinha de muitas vitórias no início da carreira e depois só tive resultados ruins. Já estava ficando esquecida pelos meus fãs da Noruega. Depois de tantos problemas, meu marido assumiu toda a minha parte de treinamento e começamos tudo do zero, sem interferência de ninguém. Eu queria voltar à minha vida de vitórias e meu marido queria muito me ajudar, simples assim!

Ganhar o Campeonato Europeu foi algo que ninguém da Noruega tinha feito antes. Um mês depois, ganhar o mundial em Kaprun com os donos da Merida presentes foi muito gratificante também! Depois disso, conseguimos muitos ouros e satisfação que jamais tínhamos sonhado. Hoje já ganhamos tudo que queríamos, diversas vezes, mas ainda queremos mais.

Você já ganhou as maiores corridas, incluindo o Ouro Olímpico. Como você se mantém motivada? Ainda tem um objetivo maior?

Eu nunca fiz uma temporada perfeita, apesar de ter ganhado muito. O esporte está mudando e novos desafios estão aparecendo a cada temporada. Eu ainda amo pedalar e compartilhar minha experiência com gente do mundo inteiro. Até agora eu não vejo nenhum motivo para parar.

Já que você ganhou todos os títulos no XCO, já pensou em praticar outra modalidade do ciclismo?

Eu andei de bike de estrada por muitos anos no início da minha carreira, para treinar para o MTB. Eu vou me dedicar um pouco mais à estrada depois do Rio por um ano porque a Noruega vai ser palco do Mundial de Estrada, em Bergen, em 2017. Espero conseguir qualificar.

Você gostou da pista do Rio? Como compara às outras pistas olímpicas?

A pista é bem parecida com a de Londres. Tudo feito à mão, tecnicamente bem difícil e também exigente em resistência. Eu adoro esse tipo de pista, então, será um desafio que vou ter um preparo especial.

Você é do tipo que se preocupa com a parte técnica da bike, experimenta diferentes configurações e componentes, ou apenas foca em pedalar?

Com os desafios de diferentes pistas e com a oportunidade que a Merida me dá para testar diferentes equipamentos, eu preciso ser flexível e interessada em testar tudo. Há algumas semanas eu comecei a treinar com a nova Merida Ninety Six e gostei muito. Vou usar essa full suspension durante o inverno inteiro, não só para ter um melhor desempenho técnico, mas também para suavizar os impactos no corpo durante este tempo.

Como você decide se vai usar uma full ou uma rígida em uma corrida? Como funciona essa escolha pra você?

Eu normalmente uso a rígida, mas ainda não sei qual vou escolher para a temporada 2016. As full estão ficando mais leves, rápidas e agressivas, então, eu sei que vou ter que pensar bem para 2016.

O que você gosta mais das suas bikes? Alguma tecnologia em particular?

A Merida Big Nine é uma das melhores bikes que existem. O conforto é ótimo, a geometria perfeita e a escolha de componentes não poderia ser melhor. Adoro a minha bike rígida e a sensação de "voar" que tenho nela.

Tem algum componente em particular que você mais se importa?

O tamanho de rodas foi a maior mudança nos últimos cinco anos. Eu jamais andaria novamente de 26 nas pistas de hoje. Estou convencida que 29" é o futuro.

E quando você pedala por diversão, que tipo de rolê você gosta?

Trilhas fechadas, tanto as travadas e técnicas com muitas raízes e pedras, quanto também as de alta velocidade com saltos divertidos e terreno solto. E ainda gosto muito do pico de adrenalina que me faz sentir viva!

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