REVISTA BICICLETA - Pelotão da Quinta - Bagé, RS
Baixe Gratuitamente a Edição Digital de Dezembro da Revista Bicicleta!
Pneus Kenda

O Portal
da Bicicleta

Desafio dos Rochas
Revista Bicicleta - Edição 69

Assine

Revista Física
Revista Virtual



+bicicleta - Grupo de Pedal

Pelotão da Quinta - Bagé, RS

Dos encontros de um grupo de amigos, que passaram a se reunir todas as quintas-feiras para pedalar no asfalto em Bagé, no pampa gaúcho, surgiu o grupo de pedal “Pelotão da Quinta”. Conheça essa turma que se apaixonou pelas bicicletas de estrada (speed) e, agora, compartilha da sua experiência para atrair mais iniciantes à modalidade.

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner Colaboração: Sandra Cardozo Meneses
36.902 visualizações
18/08/2014
Pelotão da Quinta - Bagé, RS
Foto: Divulgação

Em 2011, um grupo de quatro a seis colegas se encontravam, todas as quintas, para pedalar no asfalto em Bagé – RS. “Naquela época”, lembra Everton Pacheco, um dos precursores do grupo, “pedalávamos ainda com bicicletas MTB, adaptadas para estrada. Com o tempo, fomos pegando gosto pelo esporte e, aos poucos, adquirimos bicicletas speed, próprias para este uso”.

O grupo foi batizado de Pelotão da Quinta, nome que surgiu em virtude da escolha do dia da semana para as pedaladas. Os equipamentos melhores e o ganho de experiência dos participantes naturalmente resultou em uma grande evolução no desempenho do grupo. “Aos poucos, sentimo-nos mais confiantes e começamos a nos aventurar em provas. Hoje, alguns integrantes conseguem resultados bem expressivos na região sul. Além disso, conseguimos trazer para a cidade de Bagé algumas etapas do campeonato Zona Sul de Ciclismo”, comemora Everton.

Perfil dos participantes

Ezequiel De Lano, comerciário de 37 anos, comprou uma bicicleta speed e começou a pedalar sozinho. Até que alguns amigos comentaram com ele sobre um grupo que saía para pedalar no asfalto às quintas-feiras à noite. Foi assim que ele conheceu o Pelotão da Quinta, do qual faz parte há um ano e meio. “Com o grupo, comecei a pegar mais gosto pelo pedal. O pessoal me deu muito apoio e incentivo para melhorar meu rendimento”, diz.

Mais ciclistas como o Ezequiel foram chegando e o grupo cresceu. Hoje, o Pelotão da Quinta tem uma média de 15 a 20 ciclistas por treino; são pessoas de todas as idades e diversidades culturais e profissionais. Maurício dos Santos Ferreira, que atualmente lidera as ações do grupo, afirma que o grupo ajudou a fomentar o ciclismo de estrada na cidade. Segundo ele, “durante muito tempo a modalidade speed ficou um pouco esquecida. Com o nascimento do grupo, o seu crescimento e amadurecimento, em especial com trabalhos divulgando o grupo e a participação de atletas em competições, a procura por informações sobre a proposta do Pelotão da Quinta aumentou; esses speedeiros iniciantes proporcionaram um aumento significativo nas vendas de bikes direcionadas para este esporte em Bagé”.

Uma destas iniciantes é Thaisa Gomes Ceolin, estudante de 22 anos que está a três meses no grupo. Ela começou a pedalar por incentivo do pai, mas não levou muito a sério e deixou a bike de lado por um tempo. “Até que uma amiga, Patrícia Camargo, convidou-me para voltar a pedalar”, lembra Thaisa. “Foi por incentivo dela que adquiri uma bicicleta speed. Quando conheci o Maurício, ele me convidou para pedalar com o Pelotão da Quinta, mas eu achei, em um primeiro momento, que o grupo fosse apenas para quem pedalasse bem. Ele me convenceu, dizendo que havia uma quinta que era especialmente para os iniciantes. Fui e achei muito legal, pois ele me acompanhou por todo o percurso e foi dando dicas para melhorar minha pedalada. Desde então, não quero mais parar e a cada treino tento melhorar, para quem sabe um dia participar de competições”, complementa.

Thaisa é uma das poucas mulheres no grupo. Segundo Maurício, “essa é uma característica do speed: é pouco procurado pelas mulheres da região. Hoje, já temos algumas meninas pedalando, e apesar de serem poucas, a procura vem aumentando”.

O mecânico Maxuel Corrêa Garcia Filho, 33 anos, já praticava Bicicross, MTB e era piloto de kart, antes de pedalar speed. “Meu início na bicicleta speed”, lembra ele, “foi quando eu treinava resistência física para o Bicicross. Realizava meus treinos sozinho, até que um dia encontrei alguns amigos que participavam do Pelotão da Quinta. Há dois anos treino junto com este grupo e meu rendimento melhorou muito. Já competia no Bicicross há quatro anos, mas com essa nova experiência, vieram as provas de estrada e passei a me dedicar dentro da modalidade speed”.

Dia do Iniciante

O Pelotão da Quinta assumiu para si um importante compromisso: aumentar o número de ciclistas de estrada em Bagé. O grupo convida pessoas que tenham comprado sua speed e estejam começando no pedal, e disponibilizam treinos leves. Os ciclistas mais experientes do grupo acompanham os iniciantes, oferecendo a oportunidade para adquirir técnica e experiência. 

O objetivo é auxiliar nesse momento de iniciação do esporte, que requer bastante atenção. Maurício lembra como foi estipulada a criação do Dia do Iniciante: “Como a maioria do pessoal do grupo já está com certa experiência, normalmente o pedal fica com um clima de competição, com ataques, fugas, estratégias etc. Isso acaba assustando o iniciante. Por isso foi criado o Dia do Iniciante, e essa iniciativa deu uma vida nova ao grupo”.

O Dia do Iniciante é realizado em uma quinta-feira de cada mês, com o percurso de 43 km no formato bate e volta, e um membro do grupo sempre acompanha o último. Não há limite de idade para participar e tudo é gratuito. De acordo com Ezequiel, “quando um iniciante chega para andar com a turma pela primeira vez, a gente ensina as manhas do pedal, e aí a pessoa não se sente tão inibida. O gostoso é que esses encontros são encarados como passeios, respeitando o ritmo dos iniciantes”.  

Frutos do trabalho

Hoje, ver as bikes pelo asfalto da cidade são o maior legado do grupo. “Além das quintas”, afirma Maurício, “normalmente o pessoal combina um treino mais longo, com 100 a 140 km, nos sábados à tarde. Como já existe um clima familiar entre os participantes do grupo, é muito comum a galera se comunicar e marcar algum pedal extra nos outros dias da semana também”.

O empresário e atleta de triatlo, João José Jardim, de 51 anos, aponta que além de melhorar a performance, o grupo incentiva a interação social entre os participantes e com a cidade. “Um dos motivos pelos quais pedalo com o Pelotão da Quinta é para estimular o lado competitivo, onde posso medir minha condição atlética com outros ciclistas e evoluir. Mas, além disso, posso usufruir da amizade e companheirismo da equipe, e disfrutar dos atributos que o ciclismo proporciona, como o contato com a natureza ao ar livre, belas paisagens, desafios, superação e saúde”.

Outro resultado que o grupo consegue alcançar é, como afirma Thaisa, “ver que a bicicleta traz muitos benefícios, não só para o corpo e saúde, mas por mostrar que posso ir além do que eu imaginava”.

O Pelotão da Quinta já é uma iniciativa consolidada e de sucesso, que pode agora, além de incentivar mais bajeenses a conhecerem o ciclismo de estrada, também servir de inspiração para que outros grupos de speed surjam em outras cidades pelo Brasil.

Curtiu esse post?

Quer receber mais conteúdo sobre bicicleta e ciclismo em sua casa? Então clique aqui conheça nossas ofertas de assinatura.

Comentários Facebook
Comentários
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar.

Para postar seu comentário faça seu login abaixo.

E-mail
Senha

 

Cadastre-se Aqui | Esqueceu a senha?

Edições On-lineCadastre-se Esqueceu a senha?
E-mail
Senha
Publicidade
Vídeos

 

 

Para fechar o banner, clique aqui ou tecle Esc.

Revista Bicicleta 2012 © Todos os Direitos Reservados