REVISTA BICICLETA - Rota das Emoções - Uma experiência encantadora pelo litoral norte do Ceará
Baixe Gratuitamente a Edição Digital de Maio - Junho 2017 da Revista Bicicleta!
Pneus Kenda

O Portal
da Bicicleta

SHIMANO
Revista Bicicleta - Edição 77

Leia

Revista
Bicicleta



+bicicleta - Cicloturismo

Rota das Emoções - Uma experiência encantadora pelo litoral norte do Ceará

Revista Bicicleta por Sebastião Filho
4.333 visualizações
11/07/2017
Rota das Emoções - Uma experiência encantadora pelo litoral norte do Ceará
Foto: Sebastião Filho

OFERIMENTO

 

Mais uma vez Vera Ferreira, neta do famoso “Rei do Cangaço”, ele mesmo: Lampião, tomou a iniciativa de organizar e incentivar a realização desta trilha. Suas iniciativas estão construindo e consolidando um calendário anual de extraordinários passeios de bike. Depois da costa uruguaia, a partir de Porto Alegre, ano passado, foi a vez de pedalarmos pelo litoral norte do Ceará. Viajar de bike pela Rota das Emoções foi uma experiência única de intercâmbio cultural e paisagens belíssimas neste “gigante pela própria natureza”.

Saímos de Aracaju (SE), de van, em 10 de setembro, com destino a Fortaleza (CE), ponto de partida do pedal. No mês de setembro essa região é presenteada com fortes ventos alísios que sopram favoravelmente no sentido Fortaleza – São Luís. Uma benção para nós que pedalamos bastante pelas belíssimas praias cearenses. Fazer este percurso, neste período, no sentido inverso é um grande desafio.

Participaram desta aventura: Max, Denise, Beto, Fernando, Vera, Chico, Alberto, Angélica, Stella, e eu (Sebastião Filho).

Fortaleza – Lagoinha (106 km)

(Wikiloc) RE 1 Fortaleza  – Lagoinha CE

Após um domingo de imersão turística em Fortaleza, iniciamos nossa cicloviagem. Em função do trânsito decidimos começar a pedalar depois da ponte Ulisses Guimarães, que passa sobre o Rio Ceará, saída da cidade, sentido Jericoacoara.

Neste primeiro dia não pedalamos pela praia, em face do horário da maré. Próxima a Fortaleza fica a bonita praia de Cumbuco. Se houver tempo disponível vale uma visita/banho. Este trecho é muito bonito, principalmente a chegada ao Porto de Pecém, cercado por muitas dunas com areais branquíssimas, acompanhado pelo mar azul turquesa e águas mornas. Um convite a um relaxante banho.

Em decorrência da dificuldade de obtermos informações mais precisas sobre outra opção de caminho que não fosse a rodovia, e buscando economizar alguns quilômetros optamos por seguir, a partir de Pecém, via São Gonçalo do Amarante. Todavia, há uma estrada via Siupé. Vale lembrar que com a maré baixa é possível pedalar pela praia a partir de Cumbuco.

Lagoinha é muito charmosa e bonita, com ótimos cenários para fotos cinematográficas, além de ser uma das praias mais belas do Ceará. Tem cerca de 15 km de extensão, lagoas de água doce, coqueiros e muito mais. Enfim, um local encantador, mergulhado na tranquilidade de uma praia paradisíaca, com muitas opções de restaurantes, hotéis e pousadas. Ficamos na Pousada Daniel´s Grill (R$ 50,00/pessoa).

Lagoinha – Icaraí de Amontada (86 km)

(Wikiloc) RE 2 Lagoinha – Icarai de Amontada CE

A partir de Lagoinha iniciamos nosso pedal pela praia. É importante registrar que o Wikiloc parou de mapear na praia de Baleia. Por quê? – Quem sabe! Um percurso de encher os olhos, acompanhado de muito calor, sol forte, gigantescos parques eólicos, nenhuma dificuldade com o tipo de areia e vento fortemente favorável. Assim foi até a praia de Caetanos, depois de termos passado pelas belas praias de Guajiru, Flecheiras, Emboaca, Mundaú e Baleia. Em Mundaú é preciso atravessar de balsa (R$ 3,00/por bike).

Depois de 62 km de pedal pela praia chegamos a Caetanos, onde deixamos a praia em função da maré alta. Demos uma parada para hidratação com bastante água de coco na barraca de Dona Lúcia, senhorinha muito prestativa, agradável, típica representante da prestimosidade ainda presente na vida no interior, e seguimos por 4 km numa via de calçamento com pedras irregulares e mais 20 km de via asfaltada, esburacada e sem acostamento, mas com pouco movimento.

Icaraí de Amontada ou Icaraizinho é um “point” do litoral norte do Ceará, ainda pouco explorado pelo turismo tradicional. Muito frequentado pelos praticantes de kite e windsurfe, que se deliciam com ventos que sopram regularmente entre 20 e 30 nós durante boa parte do ano. O destaque desta região diz respeito às condições climáticas: ventos fortes quase o ano todo, águas mornas e nada de frio. A explicação está na proximidade com a Linha do Equador.

Em Icaraí existem vários bares e restaurantes irreverentes e de ótima qualidade, como por exemplo, a excelente Pizzaria Banana Verde. Além de outras opções de comida italiana, japonesa, brasileira, assim como botecos e bares bem legais. Vários deles sob a batuta de nativos internacionais.

Icaraí de Amontada - Acaraú (77 km)

(Wikiloc) RE 3  Icarai – Acarau CE

Rumamos em direção ao Distrito de Moitas, com o objetivo de pegarmos a balsa para atravessarmos o Rio Aracatiaçu. Ao chegarmos ao primeiro ponto das balsas, fomos informados por pescadores que a travessia por aquele local não estava sendo feita. Era necessário ir para outro ponto de travessia, um pouco mais acima do rio, localizado em Barra das Moitas.

Este segundo ponto de travessia (R$ 2,50/bike) fica entre belas e grandes dunas. Local muito bonito. Do outro lado pegamos uma estrada de terra batida em direção à Vila de Patos, onde chegamos após 21 km de pedal, depois de termos passado pelos Distritos de Pachichu e Barbosa.

Descansamos um pouco e nos hidratamos no único bar existente na praia da Vila de Patos. Partimos pela praia até Torrões, onde fizemos a travessia no barco de Seu Antônio (R$ 2,00/bike). Após o tradicional descanso e hidratação retornamos para praia e seguimos até Almofala, final de linha, neste trajeto, do pedal pela praia. A natureza não permite continuar pedalando, nem mesmo com a maré seca, depois de Almofala.

Foi um percurso de mais paisagens belíssimas, mas um pouco cansativo, em face dos inúmeros trechos de areia fofa, às vezes, nos convidando a descer pra empurrar, apimentado com muito, muito calor. Em Almofala fomos visitar a lendária Igreja Nossa Senhora da Conceição, cuja história remonta ao final do século XIX, quando dunas móveis soterraram completamente a igreja. A força da natureza atuou novamente, desfazendo a ação anterior e começou a desenterrar o templo em 1941. Em 1943 a imponente igreja estava à vista novamente.

Depois da visita e das fotos seguimos pela BR CE 085 (cerca de 35 km) até Acaraú, via Itarema. Cidade bem estruturada, bom comércio, várias opções de bares e restaurantes. Ficamos na ótima Pousada Taverna Village (R$ 65,00/pessoa), um pouco afastada do centro da cidade, mas no início do caminho do dia seguinte.

Acaraú – Praia de Preá (47 km)

(Wikiloc) RE 4 Acarau – Praia Prea CE

Iniciamos o pedal em direção a Aruaná, início de nossa rota “praiana”. O trecho entre Aruaná e Praia de Preá, portal menos conhecido de Jericoacoara, foi sofrido para ciclistas e bikes: muita areia fofa e uma insistente película de água salgada, claro, banhando grande parte da extensão do trajeto. Fato que desencorajou alguns e depois todo o grupo a seguir pedalando até Jeri.

Em Preá almoçamos uma bela peixada admirando o mar no restaurante Tobias da Caranguejada. Tobias, o proprietário, é uma pessoa muito agradável, comunicativa e excelente guia turístico. Conversa vai, conversa vem, acertamos com Tobias para ele conduzir a Van pela estrada de areia até Jeri (cerca de 11 km), como também para fazer os passeios em sua caminhonete no dia seguinte.

Jericoacoara – Camocim (45 km)

(Wikiloc) RE 5 Jericoacoara – Camocim CE

Depois de dois dias descansando e passeando por Jeri, partimos para Camocim. As praias neste percurso são menos atraentes, com longos trechos de areia fofa e muita água salgada banhando suas areias. Além disso, havia muito bagaço de algas em quase toda a extensão. Em Guriú é necessário pegar uma balsa. Buscando evitar atravessar o mangue, negociamos com um barqueiro para nos deixar na sede do Distrito de Guriú (R$ 3,00/bike), de onde retornamos para a praia por uma estrada de piçarra e areia.

A chegada a Camocim exige pegar outra balsa (R$ 3,00/bike) para atravessar o Rio Coreaú. Também é o fim de linha do pedal pela praia na Rota das Emoções. De Camocim até Parnaíba são aproximadamente 130 km, de via asfaltada, com trechos sem acostamento, e sempre acompanhado de muito calor. Dessa forma, fizemos uma reunião e decidimos continuar de van até Parnaíba, Lençóis e São Luís, de onde retornamos maravilhados com as belezas e encantos vistos e vividos em duas semanas de viagem. 

 

OFERIMENTO

Curtiu esse post?

Quer receber mais conteúdo sobre bicicleta e ciclismo em sua casa? Então clique aqui conheça nossas ofertas de assinatura.

Comentários Facebook
Comentários
Nenhum comentário. Seja o primeiro a comentar.

Para postar seu comentário faça seu login abaixo.

E-mail
Senha

 

Cadastre-se Aqui | Esqueceu a senha?

Edições On-lineCadastre-se Esqueceu a senha?
E-mail
Senha
Revista Bicicleta 2012 © Todos os Direitos Reservados