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Série Melhores Viagens de Bike

Estreou no canal Off a série Melhores Viagens de Bike, que nesta primeira temporada traz lugares fascinantes para se pedalar na Áustria, Itália e Suíça.

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
13.376 visualizações
28/02/2016
Série Melhores Viagens de Bike
Foto: Canal OFF - Divulgação

As aventureiras Ana Tapajós, Charlotte Bucher e Thayane Silveira protagonizam a primeira temporada de Melhores Viagens de Bike, novo programa do canal Off que estreou em outubro. São 13 episódios com as melhores rotas para mountain bike na Áustria, Itália e Suíça, em que elas apresentam um pouco do turismo e da cultura dos locais visitados.

Ana Tapajós é natural do Pará, de Alter do Chão, às margens do Rio Tapajós, tem 25 anos, surfa, pratica slackline e highline, Wake e sup, e já foi campeã brasileira de ginástica artística. Charlotte Bucher é carioca, 23 anos, e além da bike também curte surfe, altinha, skate e hipismo. Thayane Silveira também é carioca, 28 anos, aprendeu a andar de bike aos cinco anos, mas o MTB é um mundo novo para ela. Surfa desde os 13 anos, pratica sup para fazer travessias, explorar ilhas e pegar marolas. Além disso, é apaixonada por mergulho de garrafa e por se aventurar em esportes novos, como snowboard, Wake e escalada.

Apesar de aventureiras, nenhuma das três já havia feito alguma viagem de bicicleta. E é aí que está a graça da série. O espectador não deve esperar dicas experientes, soluções improvisadas ou grandes distâncias percorridas. A ideia é mostrar que cicloviajar é mais simples e acessível do que se imagina. Por este motivo, o programa tem seu mérito de trazer à luz a bicicleta, em um momento oportuno para se abordar viagens em bicicleta.

Jorge Nassaralla, diretor geral do programa, percebeu essa ascensão da bike no Brasil como um estilo de vida, inclusive um movimento de procura por viagens que incluíssem roteiros sobre duas rodas, sendo esta a motivação para a criação da série Melhores Viagens de Bike. “Além da aventura e da adrenalina”, diz ele, “a proposta do programa é dar dicas para quem ama viagens que combinem atividade física com destinos paradisíacos. E desta vez, com um esporte ainda pouco explorado no canal. Procuramos nos distanciar do conceito de que aventuras como essas são para atletas e/ou “super-humanos” com muito treino. As três meninas escolhidas, Ana Tapajós, Charlotte Bucher e Thayane Saraiva, amam pedalar. Mas são “heroínas” acessíveis e com uma identificação grande com o público em geral. É claro que a viagem é cheia de desafios. Elas se perdem, caem, superam seus próprios limites físicos e psicológicos o tempo inteiro. Mas cada caminho leva a visuais inigualáveis. E essa busca e conquista de experiências únicas, que valem cada gota de suor e cada músculo dolorido, é o que o Canal Off procura retratar na série”.

Na conversa com as protagonistas do programa, a seguir, você pode conhecer um pouco mais sobre elas e sobre esta primeira temporada do programa.

Vocês já haviam realizado alguma viagem de bicicleta? Como foi a experiência de gravar o programa?

Ana Tapajós: Eu nunca tinha feito qualquer viagem de bicicleta. Na verdade a bike é uma prática nova para mim e gravar o Melhores Viagens foi uma experiência única.
 
Charlotte Bucher: Nunca na vida tinha feito viagem parecida! Foi uma das melhores experiências porque pude me sentir em casa estando na verdade em continente diferente. Me senti muito abençoada por isso. Gravar esse programa foi para mim algo muito especial, além de ter feito grandes amigos, me superei em diversos aspectos, me desafiei a ir mais longe, me esforcei pra fazer o meu melhor e nunca desisti! Uma oportunidade como essa não pode se deixar menosprezar.

Thayane Saraiva: Nunca tinha feito nenhuma viagem de bike até acontecer a viagem do programa. Essa foi a primeira, de muitas! Eu me apaixonei. Conhecer lugares novos, de uma forma mais íntima, é realmente uma experiência incrível. Já fiz snowtrip, surftrip, mas biketrip foi a primeira. Foi uma experiência incrível! Cada dia era uma surpresa e um desafio. Pedalar com aquele visual deslumbrante dos alpes, realmente foi uma experiência de tirar o fôlego. Sem contar que os alpes europeus estão totalmente preparados para a bike, com uma infraestrutura completa! Eu me apaixonei por esse esporte e quero mais e mais viagens de bike!


  
Cite os pontos turísticos ou vivências que mais marcaram cada uma de vocês durante a gravação do programa.

Ana Tapajós: Lembro-me de que eu gostei muito do surf no Lago de Thun, na Suíça, e achei muito interessante a alternativa que eles criaram para surfar, já que a cidade não possui praias. Apesar da água estar bem gelada e no dia não estar formando a onda ideal, foi muito divertido. 

O caminho para chegar em St. Moritz também foi bastante importante. Passamos por uma subida longa e íngreme, foi muito pesado. Lembro-me de que subi sem parar, no meu limite. Chegando no alto eu e a Charlotte fizemos um downhill maravilhoso. Nunca vou esquecer a sensação de prazer que tive ao chegar em St. Moritz, o vento batendo no meu rosto e a vista incrível do grande lago da cidade. 

Foi muito especial também em Cortina D’Ampezzo, no alto da montanha, quando visitamos o museu a céu aberto da primeira guerra mundial. As Dolomitas, que são as cadeias rochosas da região, têm uma força inexplicável e uma energia fora do comum.

Charlotte Bucher: Destaco, principalmente, o povo suíço que nos recebeu muito bem, e nos respeitou como ciclistas. Nas estradas, éramos sempre respeitadas e a energia do lugar te fazia querer conhecer mais e explorar mais o esporte. Por lá vimos dezenas de crianças praticando o esporte, bem como pessoas de todas as idades, dispostas a sempre encontrar o seu melhor.

Thayane Saraiva: Destaco a “cultura da bike” que encontramos. Em toda montanha, seja nos alpes da Suíça, Itália (Cortina D’Ampezzo) ou Áustria, eles possuem uma estrutura enorme para o esporte. Assim como acontece no inverno nas estações de esqui no mesmo local. Você pode alugar a bike, capacete, tem tudo o que se possa imaginar! É o máximo! E pra quem vai levar a sua bike daqui, é importante fazer uma revisão antes, durante (lá eles têm várias lojas de mecânica que fazem esse serviço) e depois.

Dentre os lugares visitados, qual foi o melhor país para pedalar? Por quê?

Ana Tapajós: A Europa é o lugar ideal pra quem pensa em fazer algo parecido com o que fizemos.  Aconselho começar pela Suíça, já que lá as cidades e a população já estão bastante habituadas a andar de bicicleta e a mesma já está inserida no dia a dia de todos como um meio de transporte. Esse fator facilita muito, pois as ruas são sinalizadas, os motoristas respeitam os ciclistas, o asfalto é bem conservado, enfim, encontra-se toda uma estrutura para esse tipo de viagem.

Charlotte Bucher: Acredito que para mim nada se compara à Suíça. A infraestrutura para bike, podendo ser MTB ou até mesmo speed, me deixou boquiaberta. As estradas, perfeitamente pavimentadas para a realização de travessias, e as trilhas que também fizemos estavam em condições perfeitas e nem parecia que o lugar, na verdade, é mais conhecido por ser uma estação de esqui no inverno. Para mim, estávamos em um pico só de mountain bikers.
 
Thayane Saraiva: O destino que eu mais gostei foi a Suíça, porque lá encontramos mais variedades de trilhas para bikes,  parques incríveis para todos os níveis de MTB... E lá pedalamos, também, em estradas, junto com carros. Senti que a Suíça foi o lugar onde mais se respeita a bike.
 
E qual foi o maior perrengue da gravação, na sua opinião? Mesmo assim, deu para se “apaixonar” pelo mountain biking?

Ana Tapajós: No geral, as subidas europeias são bem desafiadoras, não só pela altitude, mas também por serem bastante íngremes. O bom é que sempre tem uma descida maravilhosa, com um visual inacreditável de recompensa. Eu me apaixonei sim pela mountain biking, e desde que voltei tenho pedalado sempre. Acredito que o Brasil tem também ótimos lugares para a prática do ciclismo em geral.

Charlotte Bucher: A mais difícil foi quando fomos para a Itália e tivemos a oportunidade de visitar o segundo bike park mais perigoso do mundo! Não nos arriscamos porque ao chegar lá vimos atletas com proteção que não tínhamos, capacete de motocross, protetor de cervical, joelheiras, cotoveleiras, macacões, além da experiência que ainda nos falta. Espero que a cada viagem sejamos capazes de evoluir mais, porque o mountain biking é um esporte apaixonante, mas que é preciso muito treino. Como nossa primeira viagem tivemos a oportunidade de sentir o gostinho do esporte e certamente vou querer sempre mais.
 
Thayane Saraiva: A montanha mais desafiadora na minha opinião foi em Cortina D’Ampezzo, na Itália, porque lá as trilhas tinham um solo de pedrinhas soltas que dificultava a subida e derrapava muito na descida. Foi uma sessão de escorregões e tombos, mas ainda assim foi divertido passar por tudo isso. E eu faria tudo de novo! E vou fazer outras biketrips e focar nos treinos para evoluir no MTB, que é a vertente da bike onde eu mais me identifiquei. Eu realmente me apaixonei pelo esporte.

O que vocês acharam mais legal em realizar uma aventura assim com bicicleta ao invés de outro meio de transporte? 

Ana Tapajós: A grande vantagem de viajar de bicicleta é o contato com a natureza e a oportunidade de conhecer lugares mais inóspitos e de forma mais íntima. O legal da bike é que o viajante faz seu percurso de forma ativa, se exercitando, escolhendo seu tempo, seu caminho. Isso faz com que a viagem toda seja especial, não só o destino final, mas também todo o trajeto até ele.

Charlotte Bucher: A melhor coisa de realizar viagens de bike é que podemos aproveitar o lugar no seu todo, visitar seus cantinhos, conhecer como um morador local conhece, fazer do lugar que visitamos, nosso também. Além disso tem o desafio físico que são os obstáculos que encontramos no meio, as subidas, descidas, que de uma forma ou de outra nos ajudam a ver a vida de uma forma mais fluida e esperançosa. Passamos por situações que me ajudaram a entender e superar desafios no meu dia a dia, me fortalecendo física e mentalmente.

Thayane Saraiva: A maior vantagem de fazer uma viagem de bike é poder conhecer melhor os lugares que passamos. Observar detalhes no percurso, conhecer pessoas, parar onde quiser para apreciar um belo visual... Sem contar no exercício e na aventura de atravessar cidades, explorar as trilhas nas florestas, e no fim de cada dia sentir um prazer enorme que o exercício te dá. Eu super recomendo a todos, não só para jovens, é um tipo de viagem para se fazer com a família toda, pois existem trilhas para todos os níveis.

Que tal um convite para os leitores assistirem à série?

Ana Tapajós: Acho que vale muito a pena assistir ao “Melhores Viagens de Bike” e constatar que a bicicleta é uma ótima opção para viajar. O visual dos lugares que passamos é imperdível, encontramos também vários atletas pelo caminho que dão um show no pedal. É legal também acompanhar como vamos evoluindo e ganhando confiança na bike conforme vamos praticando e tendo aulas. Espero que curtam a nossa “bike trip” tanto quanto a gente.

Charlotte Bucher: É um programa muito divertido que mostra exatamente o que passamos. Fomos fiéis do começo ao fim com nós mesmas e tenho certeza de que isso é a essência de tudo. Espero que gostem porque foi feito com muito carinho.

Thayane Saraiva: Convido a todos que curtem bike e viagens a assistir nosso programa “Melhores Viagens de Bike” toda segunda, às 22 h 30 min, no Canal Off. O programa está recheado de dicas para quem deseja fazer uma biketrip pelos alpes da Europa, com paisagens deslumbrantes. 

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Pedro Azevedo Lopes

03/03/2016 às 13:01

Lugares lindos e sensações inexplicáveis, quando fazemos qualquer cicloviagem, imagina fora do pais... Estou esperando ganhar uma viagem destas no Concurso Butterfield & Robinson !!!! ;-) . Abraço a todos da Revista Bicicleta
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