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Troque o Carro pela Bicicleta - Circular sobre duas rodas é uma tendência

O sinal fecha, o trânsito pára, e a fila de carros se perde de vista. É a famosa hora do rush. Você está preso no trânsito outra vez. Ao olhar pelo retrovisor, vê um ciclista que pedala tranquilo, e deixa para trás centenas de máquinas potentes. Você respira fundo, e passa a refletir em seus conceitos sobre mobilidade.

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner
40.866 visualizações
25/08/2014
Troque o Carro pela Bicicleta - Circular sobre duas rodas é uma tendência
Foto: Shutterstock

A situação do trânsito atual é reflexo das relações estabelecidas na sociedade. A competição e o individualismo são características recorrentes nos dias de hoje, e geram sentimentos de medo, estresse e falta de tempo. Muitas vezes, o conflito e o desrespeito são conseqüências dessa situação. Vivemos um momento que se caracteriza pela eficiência, velocidade, conforto, prestígio social, mobilidade ilimitada, simbolizado pelas grandes máquinas automobilísticas.

Precisamos ser realistas, e aceitar que o carro é importante em nossas vidas, na economia mundial, em diversas situações de rotina e de imprevistos do mundo moderno. Mas também precisamos entender e aceitar que há motivos bastante fortes para trocarmos o carro por um meio de transporte mais sustentável, saudável e prazeroso em algumas situações.

Neste cenário, a bicicleta se encaixa como uma solução completa. Imagine uma grande cidade na hora do rush. Um ciclista é capaz de continuar pedalando rápido, deixando para trás máquinas potentes, capazes de alcançar uma velocidade dez vezes maior que a bicicleta. Em um engarrafamento, os automóveis andam de 5 a 8 quilômetros por hora, enquanto a bicicleta pode chegar a 15 km/h. Parece contraditório, mas neste caso, onde fica o conforto, a velocidade, o prestígio social e a mobilidade ilimitada?

Toda essa tecnologia e inovação nos trouxeram grandes benefícios, mas também impactos ambientais e sociais, que talvez só agora começamos a perceber e sentir. Hoje, vemos que a sociedade humana tem buscado soluções para viver melhor, para sentir-se em harmonia, e está preocupada com o meio ambiente e nossos recursos naturais. Precisamos viver um momento, agora, que seja caracterizado pela utilização de tecnologia mais suave, economias sustentáveis, harmonia entre a sociedade humana e o meio ambiente, e uma preocupação nada exagerada com os recursos disponíveis, e com as condições do nosso planeta, que necessidades do ser humano.

Por que trocar o carro pela bicicleta?

Circular sobre duas rodas é uma tendência no país inteiro. A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Bicicletas e Similares) estima que mais de 24 milhões de pessoas pedalam diariamente. Destes, mais de 50% usam a bicicleta como meio de transporte principal. O uso da bicicleta, em muitas situações, oferece benefícios para você e para o meio ambiente, inclusive em aspectos que você nem imagina, como a questão do tempo. Comparações realizadas em várias cidades do mundo, em horário de pico do trânsito, comprovam a agilidade da bicicleta, superando carros e ônibus. Ainda, a bicicleta exige um espaço físico bem menor, em relação aos outros meios de transporte. Isso auxilia o tráfego, e também a infra-estrutura necessária para estacionamento e deslocamento.Outra característica da bicicleta é a economia. Quando você troca o carro pela bicicleta, deixa de consumir combustível, troca de óleo, funilaria, auto elétrica, não tem gastos com estacionamento, pedágio e IPVA. A manutenção e compra de peças e acessórios é barata, principalmente se for comparada aos custos do carro.

Mas a principal mudança é com relação à saúde: sua e do planeta. Ao optar pela bicicleta, você se exercita, movimenta o corpo, e beneficia seu estado emocional. Quando você pedala até o trabalho e não precisa enfrentar sinais que fecham vinte metros à sua frente, não se preocupa com um assalto ao seu carro, e não fica tenso com o trânsito, a produtividade aumenta.

Para a saúde, as vantagens das pedaladas também têm peso considerável. A pessoa perde os quilos extras, ganha massa muscular, aumenta a capacidade cardiorrespiratória e sente um bem-estar incrível, garantem os especialistas. E nem precisa tanto esforço. Se você for de bicicleta até o supermercado ou à padaria diariamente, já estará dando adeus ao sedentarismo e suas complicações. Atividades físicas regulares ajudam a prevenir doenças cardíacas, AVCs, hipertensão, controle de diabetes, auxilia na resistência aeróbica e ativa a musculatura de todo o corpo. Diminui a ocorrência de doenças crônicas, e é indicado para todas as idades, colaborando para um aumento da expectativa de vida.

A diminuição do estresse e as endorfinas liberadas pelo exercício relaxam o corpo e a mente, melhoram o humor e o bem estar.

Para a saúde, as vantagens das pedaladas também têm peso considerável. A pessoa perde os quilos extras, ganha massa muscular, aumenta a capacidade ardiorrespiratória e sente um bem-estar incrível, garantem os especialistas. E nem precisa tanto esforço. Se você for de bicicleta até o supermercado ou à padaria diariamente, já estará dando adeus ao sedentarismo e suas complicações. Atividades físicas regulares ajudam a prevenir doenças cardíacas, AVCs, hipertensão, controle de diabetes, auxilia na resistência aeróbica e ativa a musculatura de todo o corpo. Diminui a ocorrência de doenças crônicas, e é indicado para todas as idades, colaborando para um aumento da expectativa de vida.

A questão ambiental é ainda mais relevante. No Brasil, os veículos automotores ocupam o primeiro lugar entre os grandes vilões do aquecimento global. Mais de 85% das emissões de substâncias poluentes vêm dos escapamentos. Em São Paulo, a poluição mata indiretamente vinte pessoas por dia, agravando ou acelerando problemas de saúde como infarto, acidente vascular cerebral, pneumonia, asma e câncer de pulmão. Ao trocar o carro pela bicicleta, uma pessoa deixa de lançar no ar cerca de 6 quilos de gás carbônico a cada 30 quilômetros: a distância média que uma pessoa motorizada percorre numa grande cidade. Parece pouco? Em um ano, uma pessoa, sozinha, deixaria de lançar quase 2 toneladas de gás carbônico na atmosfera. Agora, multiplique por 1 milhão de pessoas, e teríamos 2 milhões de toneladas a menos de gás carbônico na atmosfera!

O que fazer?

Em 1973, o mundo se viu diante da primeira grande crise de petróleo. Em países como Holanda e Dinamarca, os meios de comunicação anunciaram a bicicleta como uma boa alternativa de transporte. Os governos espontaneamente criaram espaços para ciclistas. No Brasil, em 2004, o Ministério das Cidades lançou o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta. Esse programa serve de orientação para os municípios que pretendem ampliar os espaços para o uso deste meio de transporte. Os resultados já começaram a aparecer: saímos de 99 para 276 municípios com algum tipo de via para bicicleta. Com certeza, ainda há muito para ser feito, e os órgãos governamentais precisam planejar e executar ações que incentivem o uso da bicicleta, oferecendo espaços apropriados para circulação, estacionamento e segurança. Andar de bicicleta é uma questão de política pública, e cabe a nós cobrar medidas nesse sentido. Mas, além disso, nós precisamos fazer a nossa parte.

Vantagens da bicicleta sobre o automóvel!

  • Poluição Sonora e atmosférica iguais a zero: produz pouquíssimo ruído, e não emite nenhum gás. 
  • A velocidade de deslocamento está adaptada às capacidades de percepção, reação e assimilação humanas. O carro, por exemplo, se desloca a uma velocidade muito acima da capacidade humana de processar dados e tomar decisões com segurança.
  • A bicicleta oportuniza a atividade física necessária para a saúde e o bem-estar geral da pessoa.
  • Andar de bicicleta meia hora por dia aumenta o metabolismo em cerca de oito calorias ao minuto, consumindo mais de dez quilos de gordura por ano.
  • Sua fabricação consome pouca energia e matéria-prima, a tecnologia empregada é visível e o funcionamento é de fácil compreensão. O próprio usuário consegue fazer pequenos consertos, e é possível, em grande parte, reciclar.
  • Para percorrer 1000 km de bicicleta, é gasto a quantidade de energia correspondente a um litro de gasolina. 
  • Deslocando-se a 15 km/h, um ciclista gasta uma quantidade de energia menor do que aquela que é gasta por um carro apenas para manter os faróis ligados.
  • Na bicicleta, o “motor” tem sua força, eficiência e durabilidade aumentadas, quanto mais ele é usado.
  • Uma infra-estrutura simples e barata é suficiente. Há pouca exigência de espaço físico.
  • A consciência é influenciada positivamente, através da vivência direta do meio ambiente (por exemplo: percepção de odores, temperatura e mudanças de umidade, ao atravessar um trecho de mata).
  • Fomento à capacidade de se conectar socialmente, através do contato visual e auditivo permanente com os demais participantes do tráfego.
  • É indicado para todas as idades, pode ser utilizável por crianças e idosos.
  • Frustração e estresse podem ser transformados em propulsão útil - ao invés de se depositarem prejudicialmente nas artérias.

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