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Viajando sozinho(a) de bicicleta

Você pensa em viajar de bicicleta sozinho(a) e falta ainda algo que te dê coragem? Após 13 dias pedalando pela Itália e França, quase 900 km rodados, as horas no selim me deixaram com mais vontade de incentivar os leitores a buscarem a sua própria aventura do que contar da minha. Então, aqui vão algumas dicas que irão acelerar e facilitar a sua bike trip.

Revista Bicicleta por Luli Cox
11.959 visualizações
13/09/2015
Viajando sozinho(a) de bicicleta

1 - Escolhendo o Caminho!

A viagem é o destino!

A minha escolha se deu porque eu tinha que estar em Roma para uma maratona e depois iria encontrar com uma amiga na França; nada mais justo do que unir os dois pontos de bike. Calculei a quilometragem total, fiz uma estimativa de quantos quilômetros pedalaria por dia e assim descobri a quantidade de dias necessários.

Quando for escolher o ponto de partida, leve em consideração a segurança dos países em que irá pedalar. Não pense apenas se sua bicicleta corre o risco de ser roubada no primeiro dia. Pense também se por onde irá passar existe conscientização em relação à bicicleta. As vias são seguras? Existem lugares, vilas, cidades para a parada do final de cada dia?

Mesmo em países vizinhos muita coisa pode mudar. Eu senti uma enorme diferença quando atravessei a fronteira da Itália para a França. Na Itália a bicicleta é pouco utilizada para o cicloturismo, já na França deixei de ser vista como uma mulher corajosa e passei a ser vista como apenas mais uma que se misturava a tantas pessoas que optam pela magrela como ferramenta para explorar o mundo. Na França também existem muitas vias verdes, estradas projetadas para bicicletas, muitas vezes no meio de parques ecológicos e sem carros por perto.

Lugares inóspitos são mais complicados para uma viagem sozinho, requerem mais bagagem, mais cuidado e mais precauções.

2 - Escolhendo a Bicicleta 

Como não queria levar a minha mountain bike porque sabia que teria que adaptar um bagageiro ou viajar de mochila, comecei a estudar possibilidades. As bicicletas urbanas usadas na Europa são ótimas opções porque muitas delas já vem equipadas com bagageiros, luzes dianteiras e traseiras. Escolhi uma com 21 marchas das mais simples e baratas apostando que ela aguentaria a viagem (e de fato aguentou bravamente). O preço que pagaria a uma companhia aérea pelo transporte da bike seria o mesmo que investir em uma urbana. Então, não tive dúvidas e comprei a bicicleta pela internet (www.ridewill.it). Em dois dias ela estava me esperando no hotel.

Na hora de escolher a bicicleta leve em consideração a altimetria do percurso e o transporte da bike até o ponto de partida. Existem taxas cobradas? 

Analise as adaptações necessárias para que uma bicicleta de lazer ou mesmo competição se transforme numa que se ajuste à viagem. Às vezes, pode ser melhor colocar uma pedaleira do que ter que carregar uma sapatilha e um tênis, e um bagageiro garante o bem-estar de não carregar uma mochila nas costas.

3 - Fazendo a Mala

Só o absolutamente necessário.

Quanto menos levar, menos terá que carregar. Lembre-se de peças que são coringas; pernitos e manguitos transformam roupa de calor em roupa mais protegida para o frio.

Lembre-se do kit reparo, câmeras extras de pneu, bomba, chaves e óleo de corrente. A bicicleta que viajei precisava de algumas ferramentas específicas que não tinham no meu kit tradicional. Sem dúvida, a escolha do percurso interfere na bagagem.

Eu consegui colocar minha bagagem toda (inclusive um mini lap top) dentro de dois alforjes impermeáveis, facilmente adaptáveis ao bagageiro da bicicleta.

4 - Tenha um bom GPS

Provavelmente o que mais me deu liberdade em viajar sozinha foi o Suunto Ambit, relógio munido de GPS e um aplicativo que permite traçar rotas usando o Google Maps, programando-o para que mostre o percurso a ser seguido. Isso me livrou de informações, de mapas, e de qualquer necessidade de ajuda externa. A bateria tinha autonomia suficiente para um longo dia de pedal.

É possível traçar as rotas (mas com menos opções de caminho) com um aparelho celular. Indispensável lembrar de carregar (enquanto tiver internet) o mapa todo, detalhadamente, de onde irá passar. (Abra o aplicativo de mapas do seu celular e deixe carregar todas as informações, dê zoom e mova bastante, para que tudo fique arquivado na memória e assim, mesmo que depois não tenha acesso à internet, poderá utilizar o GPS).

5 - Esteja Preparado

Serão horas com você mesmo. Horas de aprendizado e autoconhecimento. Descobertas incríveis de um mundo único. Paisagens maravilhosas, novos amigos e o melhor; um caminho sem volta! Boa Viagem! 

Dicas Rápidas

  • Ao encher o alforje lembre-se de deixar por cima o que poderá precisar durante o percurso: kit reparo, roupa para frio etc.
  • Leve roupas coringas: manguitos e pernitos são ótimos!
  • Prefira as roupas de cores chamativas.
  • Tenha comidinhas sempre à mão. Durante o pedal a fome chega sem avisar.
  • Chamois (a pomada que protege a pele de assaduras) é essencial para sobreviver dias em cima da bike.
  • Carregue o mapa do percurso enquanto tiver internet para que possa utilizar o GPS depois.
  • Capas de chuva descartáveis e sacos plásticos não pesam e são sempre bem vindos.
  • Tenha um kit “Mc Guiver”  (abraçadeiras, fitas, silver tape).
  • Lembre-se: a viagem é o destino. Não tenha pressa, divirta-se.

 

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