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Voluntários adaptam bicicletas para deficientes

Com partes de bicicleta e outros materiais reciclados, um grupo de voluntários do Rio Grande do Sul está oferecendo a chance de pessoas com deficiência física sentirem o gostinho de liberdade e diversão proporcionados pela bicicleta.

Revista Bicicleta por Anderson Ricardo Schörner - Colaboração: ONG Embrião
37.726 visualizações
29/01/2014
Voluntários adaptam bicicletas para deficientes
Foto: ONG Embrião

"A sensação de andar de bicicleta é muito boa”. Essa frase é comum entre as pessoas com deficiência que têm a oportunidade de experimentar o que é estar sobre rodas e, com o próprio esforço físico, locomover-se. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, um grupo de voluntários tem contribuído para propiciar essa experiência.

A ideia foi fomentada pela ONG Embrião, estabelecida no município gaúcho de Alvorada, distante pouco mais de 20 km de Porto Alegre. Atuando desde 2001 com ações pedagógicas, tendo como principal objetivo a educação ambiental de crianças e adolescentes, a ONG Embrião também trabalha em parceria com outras instituições e organizações para promover a conscientização e inclusão.

Em uma dessas parcerias, a ONG encontrou apoio no empresário Adalberto Torres, dono de uma bicicletaria naquela cidade, para um projeto inovador: com materiais reciclados, peças de bicicletas velhas e até churrasqueiras inutilizadas, fabricar bicicletas adaptadas para deficientes visuais, cadeirantes e pessoas que dependem de muletas. A motivação para delinear o projeto veio do jovem Alan Toretti, deficiente visual que queria participar dos passeios ciclísticos organizados pela ONG.

Josué Aguiar, coordenador da ONG, afirma que a reação dos deficientes ao utilizar as bicicletas adaptadas é de felicidade. “Eles sentem o vento no rosto, adrenalina, com segurança. Eles se sentem valorizados, incluídos”, afirma Josué, que também se sente feliz em poder ajudar. “Manter o grupo da Embrião organizado para estes fins sociais e ambientais é muito gratificante e quando envolve pessoas especiais, isto se torna ainda mais forte”.

Neste projeto, há duas adaptações diferentes. Uma delas é para os deficientes visuais. Essas bicicletas já foram testadas em 2010 e, desde então, contribuem para a inclusão de pessoas com essa deficiência. O conceito é diferente da tandem, em que o guia (ciclista sem deficiência) vai à frente manobrando a bicicleta, e o deficiente visual localiza-se atrás, em linha, auxiliando o pedal. A adaptação feita pelos voluntários em Alvorada é geminada: guia e deficiente ficam lado a lado. Essa disposição deu origem ao nome da bicicleta: ODKV, uma brincadeira com a forma de organização da bike, onde o deficiente fica de um lado e o guia de outro, ou seja, o de lá não vê, e “o de cá, vê”.

Outra proposta de adaptação, que ainda está em fase de testes, é uma estrutura em que o cadeirante ou o dependente de muletas consiga se locomover utilizando a força dos membros superiores, através da adaptação do pedal no guidão (handbike). Nesse caso, as pessoas com dificuldade de locomoção contam com um triciclo, cuja estrutura permite que os cadeirantes subam com a cadeira de rodas. São modelos feitos artesanalmente, por isso são únicas, um conceito inovador que permite realizar o sonho das pessoas com deficiência de andar de bicicleta.

O projeto ainda está em busca de patrocínios para prosseguir com as ações. A ONG pede que pessoas doem suas bicicletas antigas, que estão sem uso, além de outros materiais recicláveis, para que sejam transformadas em um meio de utilidade social que beneficie outras pessoas e contribui para a inclusão dos deficientes.

Além de oferecer a oportunidade do deficiente experimentar a sensação prazerosa de andar de bicicleta, e de contribuir para a sua saúde, o projeto tem uma proposta ambiental. Utilizando a bicicleta como meio de transporte, contribui-se para a diminuição da poluição e, por serem veículos fabricados com o reaproveitamento de materiais usados, como bicicletas velhas, peças e itens de churrasqueiras, há a contribuição com a redução de sucata e preocupação com as matérias-primas naturais.

Diversão, liberdade, autonomia, inclusão e outras sensações são proporcionadas e contribuem para elevar a autoestima e qualidade de vida do deficiente. Projetos como esse devem ser enaltecidos, fortalecidos e multiplicados em outras regiões do país.

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