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Atleta com braço amputado encara de bicicleta os 72km do GFNY Brasil

Com uma Caloi 10 adaptada, o gerente industrial Marcus Freire completou a prova em 3h30. Etapa realizada em Conservatória (RJ), no domingo, 6 de agosto, teve percursos de 72km e 160km

Por EU Alteta
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Atleta com braço amputado encara de bicicleta os 72km do GFNY Brasil
Foto: Divulgação

Quando Marcus Freire, de 47 anos, sofreu uma descarga elétrica na infância, os médicos disseram que se sobrevivesse, o garoto ficaria cego e surdo. Ele sobreviveu, enxerga e ouve muito bem, mas precisou amputar o antebraço direito. Sempre levou uma vida normal, é gerente industrial de uma fábrica de confecção em São Paulo, casado há 21 anos com Shirlei Freire, de 40 anos. Porém, nunca praticou esporte. Só aos 42 anos, em 2012, decidiu começar a se movimentar.

Primeiro, veio a corrida. E o paratleta escolheu iniciar logo com um chute na porta. A primeira prova da qual participou foi a Meia Maratona do Rio. Os primeiros 42km foram na Maratona de Nova York, em 2014. O apoio veio do grupo de corrida Aquilles Internacional, que incentiva a prática de esporte por deficientes físicos a fim de fazer com que treinem e socializem novamente.

Com o passar dos anos, em busca de novos desafios, resolveu começar a pedalar. Ciclista há 2 anos, completou no domingo, 06 de agosto, os 72km da Grand Fond New York no Brasil, em Conservatória (RJ).

Para encarar o desafio não foi preciso uma bicicleta cara, top de linha, comum de encontrar nessas provas. Em uma Caloi 10 adaptada pelo amigo mecânico especializado em bicicleta, Marcus terminou a prova orgulhoso e em 3h31min. Os treinos são de 3 a 4 vezes na semana, intercalados com os de corrida.

Influenciada pelo marido, Shirlei também passou a ter gosto pelo esporte. Participa das corridas - inclusive comemoraram 20 anos de casados cruzando a linha de chegada da Maratona de Paris, e passou a pedalar - embora ainda não encare uma prova de ciclismo.

Para eles, bicicleta e corrida também são maneiras de conhecer novas cidades. A programação de viagem e férias segue o calendário de provas.

- Porque a gente trabalha tanto e acaba não conseguindo viajar, ai pensa “ah, depois vamos”. Quando tem uma prova, não dá pra protelar. Você tem que se programar com um ano antes. Tem que treinar. Aí aproveita e já passa uma semana no lugar - conta Marcus, que começou a praticar esporte quando viu que não tirava férias há 5 anos.

Leia mais em: G1.com

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