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Exame genético promete ajudar na escolha do treino e dieta

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Exame genético promete ajudar na escolha do treino e dieta
Foto: Thinkstock

Os últimos avanços da medicina preventiva também podem trazer benefícios para os esportistas. Um novo tipo de teste genético feito no Brasil promete ajudar na escolha de dietas e treinos mais eficientes para cada pessoa, baseando-se em suas informações de DNA. O serviço é oferecido pelos laboratórios da rede Dasa com o nome de “Pathway Fit”, e como “Painel genômico de nutrição e resposta ao exercício”, através da Alta Excelência Diagnóstica.

Os testes falam de tendências genéticas populacionais, portanto, não funcionam como diagnóstico. O DNA analisado é coletado da saliva e depois os resultados são comparados com um banco de dados de uma grande população, indicando características relacionadas a determinados genes.

“É possível descobrir porque algumas pessoas fazem um tipo de exercício e não emagrecem, mas também tem um espelhamento genético do perfil vitamínico de cada pessoa”, explica Regina Biasoli, diretora de análises clínicas do Alta. “O teste pode indicar quais substâncias se deve otimizar na dieta, o que é equilibrado ou deve ser diminuído, porém tudo com base genética”, acrescenta.

Com relação aos exercícios, o teste ainda pode mostrar se a pessoa terá respostas melhores em atividades aeróbicas, exercícios de força, resistência ou potência. O laudo do exame é voltado para profissionais de medicina, mas segundo Regina “desde que exista um médico responsável pela indicação não vejo problema na participação de um professor de educação física”.

A diretora de análises clínicas explica que “é um laudo extenso, geralmente com cerca de 50 páginas, como se fosse um livro com várias definições e informações para o paciente”. Ela frisa que “não é exame diagnóstico, apenas fala de tendências que foram observadas na população do ponto de vista genético”.

Para João Bosco Pesquero, pesquisador do Projeto Genoma Humano do Câncer e pós-doutorado pela Unifesp, esse tipo de exame “sem dúvida alguma é uma tendência irreversível, uma vez que estamos tendo acesso a uma tecnologia que deve facilitar os diagnósticos de doenças, facilitando a prevenção e o tratamento”.

Segundo Pesquero, “os estudos ainda são iniciais para muitos genes que são ditos marcadores de performance esportiva”. Ele explica que mesmo para os mais conhecidos e mais estudados ainda existem conflitos na literatura sobre sua real e potencial utilidade. “Mas, acredito que logo teremos confiança nesses painéis genômicos e poderemos usar suas informações com segurança”, completa.

O próprio médico participa de um projeto intitulado “Atletas do Futuro”, que irá utilizar os painéis genômicos em um grande número de esportistas brasileiros de elite de diferentes modalidades. “A ideia será validar todos aqueles genes que são apontados como marcadores de performance esportiva em nossa população para um posterior uso de orientação de crianças em início de idade esportiva e adultos”, explica Pesquero. “Para exercer essa função, devemos ter muita certeza do que estamos fazendo e para isto temos que analisar um grande número de atletas”, conclui.

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