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São Paulo e Fortaleza implantam projetos através da Parceria para Cidades Saudáveis

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São Paulo e Fortaleza implantam projetos através da Parceria para Cidades Saudáveis
Ciclovias de São Paulo ganham sinalizações para incentivar o pedalar.
Foto: Mariana Gil/WRI Brasil

As cidades precisam ser lugares cada vez mais saudáveis e seguros para a crescente população que vive nelas. Atualmente, doenças não transmissíveis e lesões causadas por acidentes são responsáveis por 8 em cada 10 mortes globalmente. Com a responsabilidade de ocupar a posição de Embaixador Global para Doenças Não Transmissíveis (DNTs) da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ex-prefeito de Nova York, Michael R. Bloomberg, lançou a “Parceria para Cidades Saudáveis” (“Partnership for Healthy Cities“), uma rede global para engajar diretamente prefeitos para acelerar os esforços na prevenção de DNTs e lesões corporais nas cidades. São Paulo e Fortaleza são parte dessa parceria e já começaram a implantar ações que visam melhorar a qualidade de vida.

Sabe-se que as doenças não transmissíveis, como patologias cardíacas, câncer, diabetes, doenças respiratórias crônicas, não são apenas resultado de alterações genéticas ou comportamentos, mas também são causadas por questões sociais, ambientais, econômicas e culturais. Essas causas somadas a lesões decorrentes de acidentes de trânsito resultam em 44 milhões de mortes a cada ano no mundo.  Através de 10 metas principais, a parceria buscará justamente combater esses fatores externos que contribuem para o desenvolvimento de DNTs nas cidades. Cada cidade integrante do projeto deve escolher pelo menos um dos objetivos para promover ações:

– Criar ruas caminháveis, cicláveis e habitáveis: ajustar o desenho viário para proteger pedestres e ciclistas e promover o transporte a pé e de bicicleta;

– Reduzir velocidades nas vias: reduzir os limites de velocidade ou melhorar a aplicação dos limites de velocidade existentes;

– Reduzir a condução sob o efeito do álcool: aumentar a aplicação das leis contra a embriaguez no trânsito;

– Aumentar o uso do cinto de segurança e do capacete;

– Monitorar os fatores de risco de DNT: conduzir o levantamento de fatores de risco para DNTs como tabagismo, consumo de álcool, hábitos alimentares e atividade física;

– Promover o uso de combustíveis mais limpos para atividades em recintos fechados: melhorar o acesso a combustíveis limpos, como o gás de petróleo líquido (GLP);

– Criar cidades livres de tabaco: introduzir, aprovar e aplicar regulamentações para tornar 100% dos espaços públicos livres de tabaco;

– Banir as publicidades ao tabaco: iniciar ou implementar leis para banir a publicidade, promoção ou patrocínio ao tabaco;

– Reduzir o consumo de bebidas adocicadas: estabelecer políticas para reduzir o consumo de bebidas açucaradas, como impostos sobre a produção ou venda das mesmas;

– Alimentação saudável para todos: implementar componentes-chave do relatório WHO SHAKE, da OMS, que contém evidências e medidas para a redução do sal nos alimentos.

“A Parceria para Cidades Saudáveis une cidades nas quais os prefeitos estão comprometidos a garantir um estilo de vida mais saudável para a população e liderar a mudança global na redução das DNTs e lesões. As ações desses prefeitos podem prevenir milhões de mortes desnecessárias e proteger a saúde das próximas gerações, ao mesmo tempo em que tornam nossas cidades mais prósperas”, disse Bloomberg ao lançar a iniciativa.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, acredita que possíveis escolhas pessoais por uma vida mais saudável são comprometidas pelas condições em que as pessoas vivem ou até mesmo por leis inadequadas. “Prefeitos e outros líderes locais têm o poder de fazer mudanças para proteger os cidadãos de riscos. Milhões de vidas podem ser salvas de cânceres e doenças do coração e pulmão ao melhorar a qualidade dos alimentos e oferecer oportunidades para a prática de atividades físicas. Tornar nossas vias mais seguras pode prevenir a perda de muitas vidas em acidentes. Ruas seguras que incluem, por exemplo, espaços dedicados a pedestres e ciclistas promovem a atividade física”, afirmou.

A iniciativa, que também tem o apoio da organização Vital Strategies, foi lançada em maio de 2016, com 40 cidades inscritas, sendo três delas brasileiras: Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, o grupo já é formado por 50 cidades, que irão receber assistência técnica especializada, subsídios iniciais para apoiar suas atividades e suporte de comunicação para trazer visibilidade para as cidades, seus prefeitos e para trabalhos de ponta em DNT e prevenção de acidentes. 

Apoio ao uso da bicicleta

Neste mês, São Paulo e Fortaleza deram início a projetos com o apoio da parceria. São Paulo iniciou uma nova sinalização de ciclovias na região central e na zona oeste da cidade. Nos 18 meses da parceria, devem ser instaladas 500 placas de orientação nas vias para bicicleta da Lapa (15 km) e do Centro (40 km). As placas indicam pontos de referência da cidade, direção, distância em quilômetros e tempo médio de percurso de bicicleta.

“Nossa meta é ampliar a conexão da malha cicloviária com esse projeto. Queremos reduzir as poluições do ar e sonora, o número de acidentes e estimular a prática da atividade física. Melhorar a qualidade cicloviária é melhorar a qualidade de vida da população”, declarou o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda. Segundo ele, as informações nas placas podem convencer motoristas a trocar o carro pela bicicleta ao mostrar a economia de tempo que eles podem ter para certos deslocamentos.

Já Fortaleza aposta no setor corporativo para impulsionar o uso da bicicleta na cidade. O projeto Bicicletar Corporativo é uma nova versão do sistema de bikes compartilhadas da cidade, mas voltado aos servidores públicos. Com o apoio financeiro da Parceria por Cidades Saudáveis, a capital cearense irá disponibilizar para seis secretarias 40 bicicletas a partir de janeiro. As regras de uso são flexíveis e permitem que o usuário permaneça com a bicicleta por até 16 horas corridas, após as 17h.

Bicicletar Corporativo será integrado ao sistema de bikes compartilhadas de Fortaleza. - Mariana Gil/WRI Brasil

Serão seis meses iniciais em uma etapa piloto, mas a ideia é dar continuidade ao Bicicletar Corporativo. “Hoje, somos uma Cidade que combate o sedentarismo no mesmo instante em que estimula o uso do transporte coletivo, das ciclovias, das ciclofaixas e das bicicletas compartilhadas, dando exemplo às organizações privadas. Ações assim estimulam a nossa população a se movimentar mais e sofrer menos com doenças crônicas, ocasionando expressiva redução nos índices de mortalidade”, afirmou a secretária da Saúde da prefeitura de Fortaleza, Joana Maciel.

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